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	<title>Homem.org&#187; pudica</title>
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	<description>Onde os homens são homens.</description>
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		<title>Sexo com amor</title>
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		<pubDate>Tue, 23 Dec 2008 08:00:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eduardo S</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ficção Verdadeira]]></category>
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		<description><![CDATA[Conforme meus amigos e eu vamos ficando mais velhos, mais freqüentemente tenho escutado a frase &#8220;Ah, meus 20 anos&#8221;. Confesso que nunca entendi esse clima de saudosismo. Hoje tenho uma vida muito melhor e como muito mais gente do que naquele período. Então, do que eles têm tanta saudade? Outro dia mesmo, num papo desses, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://homem.org/wp-content/uploads/2009/01/amor-ou-sexo.jpg" alt="amor-ou-sexo" title="amor-ou-sexo" width="590" height="300" class="aligncenter size-full wp-image-459" /></p>
<p class="MsoNormal" style="0cm 0cm 10pt;"><span style="Calibri;">Conforme meus amigos e eu vamos ficando mais velhos, mais freqüentemente tenho escutado a frase &#8220;Ah, meus 20 anos&#8221;. Confesso que nunca entendi esse clima de saudosismo. Hoje tenho uma vida muito melhor e como muito mais gente do que naquele período. Então, do que eles têm tanta saudade?</span></p>
<p class="MsoNormal" style="0cm 0cm 10pt;"><span style="Calibri;">Outro dia mesmo, num papo desses, puxado no boteco, junto com uma molecada mais nova, me lembrei de uma história dos meus 20 anos e da qual não me orgulho em nada. Para mim, ela é o exemplo perfeito que não adianta estarmos no ápice da forma física, sem a técnica e a tática necessárias. Entre uma cerveja e outra, contei como conheci uma garota chamada Cinthia, num encontro de estudantes. Essas ocasiões só existiam para mim com duas finalidades: viajar por preços módicos e pegação (não necessariamente nessa ordem). Na época tinha até um lema, “Conheça o Brasil com o movimento estudantil”.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="0cm 0cm 10pt;"><span style="Calibri;">- Naquela viagem para Belo Horizonte, fui surpreendido logo na chegada. Cara, não tenho frescura alguma com alojamentos, mas esse era um puta lugar, muito acima da média das salas de aula em que eu costumava dormir. Na hora até tive vontade de ligar para a namorada e falar como eu gostaria que ela estivesse ali para curtir aquele lugar comigo. Como bom filho da puta, acabei não telefonando e saindo para o bar que ficava anexo ao prédio.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="0cm 0cm 10pt;"><span style="Calibri;">Dentre várias candidatas a ‘Miss Delícia’ do encontro, elegi a ruivinha. Olhos verdes, decote mostrando as sardinhas nos seios e uma boca carnuda, que me deixou maluco desde o momento que a vi. Era a Cinthia. Ela estava sozinha no balcão, disse que esperava uma amiga que estava preparando uma oficina de surto artístico (?!?!).</span></p>
<p class="MsoNormal" style="0cm 0cm 10pt;"><span style="Calibri;">Quando ela me contou aquilo, não contive o riso. Mas ao invés de se ofender pela amiga, ela apenas comentou “oficineiros não pagam o encontro”, também sorrindo. Era o sinal que eu precisava. Dali em diante a aproximação ficou bem mais fácil. Só que para o meu azar, a tal amiga chegou em seguida e ela teve que acompanhá-la. Tentei convencê-la de todas as formas a ficar mais tempo. Mas ela acabou me dando só um beijo e o telefone, dizendo &#8220;me liga amanhã&#8221;. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="0cm 0cm 10pt;"><span style="Calibri;">“Porra, que gala fraca”, disse o Abel, que estava comigo no bar. Tive que concordar com ele e adiantar que o pior estava por vir.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="0cm 0cm 10pt;"><span style="Calibri;">- Cara, passei o dia seguinte inteiro desconcertado, desconcentrado, sei lá, com a cabeça naquela mulher.<span style="yes;"> </span>Se normalmente eu já cagava solenemente pras palestras e reuniões da executiva, naquele dia então, nem se fala. Cheguei a cogitar ir na tal oficina, mas a pouca vergonha que eu ainda tinha e a cachaça com a galera me impediram. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="0cm 0cm 10pt;"><span style="Calibri;">De noite liguei, claro. Assim que ela atendeu, disse “Vamos nos encontrar”. Nem era uma pergunta, afirmei mesmo, com uma convicção que ela comentou que era muito interessante. Cara, fiquei com ela e foi sensacional. A mulher era gata, divertida, inteligente. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="0cm 0cm 10pt;"><span style="Calibri;">“Era a mulher perfeita!”, retrucou o Geraldo, debochando como de hábito. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="0cm 0cm 10pt;"><span style="Calibri;">- Claro que não. Não era perfeita. Sabe qual era o defeito? Bem grave: era pudica demais. Travada. Freio de mão puxado! Sabe por quê? No meio da madrugada, chapados, a gente foi até o alojamento dela e ficamos de amassos. A coisa foi esquentando, esquentando e ela, de repente, levanta e fala, com cara de assustada: “Você é ótimo, mas eu não acredito em sexo sem amor!”.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="0cm 0cm 10pt;"><span style="Calibri;">Ora, eu não ia perder a piada, aí respondi: “MAS EU TE AMO, GATA!”.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="0cm 0cm 10pt;"><span style="Calibri;">“Boa! Aí ela te deu!?”, perguntaram todos, com certeza que a resposta seria sim.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="0cm 0cm 10pt;"><span style="Calibri;">- Cara, acredita que ela se enfezou, me mandou embora e nunca mais falou comigo?</span></p>
<p class="MsoNormal" style="0cm 0cm 10pt;"><span style="Calibri;">- Porra, que mal humorada!</span></p>
<p class="MsoNormal" style="0cm 0cm 10pt;"> </p>
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