MFP – O Movimento Feminino Perverso

8. December. 2008 por Salomão Valadão  

Arquivado em Ficção Verdadeira

Esta matéria dá início a uma série voltada aos membros avançados, para os quais um pingo é letra e não se faz mais necessário explicar o bê-a-bá de cada coisa. Não estou oferecendo pérolas aos porcos, visto que quem não sabe o básico, não saberá sobre o que os temas desta série tratam. É como alguém que não sabe nem fazer soma e multiplicação, ler instruções para extrair raiz quadrada.

Ok, podem achar que eu sou um teórico da conspiração, mas a verdade é que existe um movimento feminino que, imagino, não seja organizado, porém funciona articuladadamente, como se as mulheres houvessem combinado tudo antes. A impressão que se tem é que se o homem não se submete às condições impostas pelas mulheres neste movimento, ele não comerá mais ninguém. Como pode-se supôr, muitas vezes este movimento mantém o homem subjugado.

O homem não tem consciência dele. Sente-o perturbando o seu bem-estar, mas não sabe exatamente o que é. É como aquele ruído da geladeira que não nos damos conta, mas que quando cessa, sentimos um enorme alívio e percebemos o quão agradável o mundo poderia ser sem ele!

A famosa guerra dos sexos não é uma guerra declarada. É uma guerra de subentendidos, de expectativas, de culpas e medos. E não é possível analisar este assunto em uma simples matéria aqui no site. É campo para inúmeros artigos, cada qual esclarecendo um pouco mais a verdadeira natureza deste Movimento Feminino Perverso (MFP). Vamos dar aqui as linhas gerais, mas estaremos longe de compreendê-lo. Assim como ele não é arquitetado pelas mulheres, ele apenas pode ser intuído pelos homens.

Quanto mais tentamos explicar do que o MFP se trata, mais confuso o conceito se torna, pois ele é quase abstrato e muito abrangente. A melhor forma de compreendê-lo é não racionalizando-o, percebê-lo como uma espécie de energia que permeia muitas ações femininas e repercute nos sentimentos e nos movimentos masculinos, restringindo-os.


Sim, os homens são tolhidos constantemente pelo MFP, mas existem meios de identificar a sua ação e aí fazer um movimento contrário, a fim de neutralizá-lo. Em linhas gerais, a ação do MFP visa basicamente impedir o homem de fazer o que quer. Isto porque o que o homem quer fazer raramente vai ao encontro do que a mulher quer que ele faça. Desta forma, se você conseguir identificar que está deixando de fazer algo que quer ou, pior ainda, fazendo algo que não quer, é muito provável que neste instante você esteja sob o jugo do MFP.


Identificar que está deixando de fazer algo que quer ou fazendo algo que não quer é o primeiro passo para perceber a ação do MFP. Em seguida você deve se questionar: “por que estou deixando de fazer isso?” (ou “por que estou fazendo isso?”). Identifique uma das respostas possíveis oriundas da influência do MFP:
  • Porque, se eu não agisse assim, sentiria uma certa “culpa”.
  • Porque está pressuposto que eu deva agir assim.
  • Porque é minha vez.
  • Porque ela conta que eu aja assim.
  • Porque eu preciso ajudar.
  • Porque é sacanagem.
  • Porque, se eu fizer, ela pode fazer também.
Estas são só algumas possibilidades. Na verdade existem muitas variações destas respostas que poderiam ser creditadas ao MFP. O que elas tem em comum é que em nenhum caso o assunto em questão foi conversado – tudo é pressuposto. Aí é que reside o maquiavelismo do movimento.


Como foi dito antes, o assunto é extenso e nem nos passa pela cabeça esgotá-lo em uma matéria. As suas variações e imensa importância na vida do homem faz com que o tema seja fonte inesgotável de colunas futuras. Até lá, pois.


Salomão Valadão