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	<title>Homem.org&#187; mfp</title>
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	<description>Onde os homens são homens.</description>
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  <title>Homem.org</title>
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		<title>Estudo de caso: A Pochete.</title>
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		<pubDate>Thu, 22 Jan 2009 23:09:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Salomão Valadão</dc:creator>
				<category><![CDATA[É bom ser homem]]></category>
		<category><![CDATA[Ultimos Posts]]></category>
		<category><![CDATA[bolseta]]></category>
		<category><![CDATA[mfp]]></category>
		<category><![CDATA[pochete]]></category>

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		<description><![CDATA[Pela dificuldade de explicar o Movimento Feminino Perverso, talvez seja mais fácil pesquisar casos onde a influência deste ficou evidente - e poucas oportunidades expuseram tanto o nefasto movimento quanto o histórico fenômeno da extinção do uso da pochete.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter" src="http://homem.org/wp-content/uploads/2009/01/pochete_abertura.jpg" alt="" width="588" height="300" /><br />
Em artigo anterior, abordei o <a title="MFP - O Movimento Feminino Perverso" href="http://homem.org/mfp-o-movimento-feminino-perverso" target="_blank">Movimento Feminino Perverso</a> (MFP), idéia abstrata de difícil entendimento. É mais ou menos como a Matrix: você só percebe a sua existência quando escapa dela. Pela dificuldade de explicar o conceito, talvez seja mais fácil pesquisar casos onde a influência do MFP ficou evidente &#8211; e poucas oportunidades expuseram tanto o nefasto movimento quanto o histórico fenômeno da extinção do uso da pochete.</p>
<p>Até o início dos anos 70, as mulheres tinham uma grande vantagem sobre os homens: usavam bolsas para carregarem seus badulaques. Nós, homens, entulhávamos os bolsos de nossas calças sociais, paletós e até das camisas (estas, com o maço de cigarros, a carteira de trabalho e o pente Flamengo). Com o advento das calças jeans, a coisa piorou &#8211; os bolsos eram menores e mais apertados. Aboliu-se o uso do paletó, disseminou-se a camiseta e perdemos mais alguns compartimentos para colocarmos o isqueiro, as chaves, documentos, lenço, canetas, carteira, canivete, talão de cheques, cartões de visita, óculos, etc &#8211; coisas comuns de se carregar à época.</p>
<p>A década de 70 trouxe uma esperança: a revolução hippie incorporou a bolsa na indumentária masculina. Mas a coisa não pegou bem. Além dos cabelos compridos, sandálias de couro e outros adereços originariamente femininos, uma bolsa a tiracolo nos deixava perigosamente parecidos com uma mulher. Para piorar, as mulheres hippies pararam de tomar banho e se tornaram mais parecidas com os homens, aumentando a confusão. A fim de se diferenciarem das mulheres, os adeptos da paz e do amor deixaram as barbas crescerem. Em resposta, as mulheres pararam de se depilar. E assim, por excesso de pelos, o movimento hippie chegou ao fim e as guerras continuam até os dias de hoje.</p>
<p>O fato era que a idéia de homem usar bolsa era ruim. Ainda nos anos 70, apareceu uma <em>bolseta</em>* diferenciada para o homem: a capanga &#8211; uma espécie de <em>nécessaire </em>munida de uma alça para levá-la no pulso. Além de ridícula, não era prática e foi responsável pela perda de muitos documentos e dinheiro, graças ao esquecimento constante dela pelos homens nos lugares que frequentavam. A idéia naufragou titanicamente.</p>
<p>Foi no final dos anos 70 que algum pesquisador (<span style="text-decoration: underline;">e não um estilista</span>) adaptou um objeto que vinha de tempos antigos e solucionou de vez o problema, criando a pochete. O que o homem quer é manter os seus apetrechos à mão e de maneira que ele não os esqueça nos lugares onde vai. Carregar suas coisas na cintura sempre foi uma prerrogativa masculina. Ícones de macheza usaram formas primitivas ou especializadas de pochete: os caubóis e suas cartucheiras; os espadachins e suas bainhas; os mercadores medievais e suas bolsas de moedas de ouro presas ao cinto e até mesmo o Batman (o original de Bob Kane e não o Batiman-Feira-da-Fruta interpretado pelo Adam West), com o seu cinto de utilidades.</p>
<p>A pochete resolveu um problemão. De repente, tudo que você precisava estava ali, à mão. Haviam modelos variados, grandes e pequenos, com muitos ou poucos compartimentos e, qualquer que fosse a sua necessidade, você certamente encontrava algum adequado. Vazios, os bolsos das calças podiam enfim ser usados para se colocar aquilo para o qual eles foram originariamente idealizados: as mãos.<img class="aligncenter size-full wp-image-546" src="http://homem.org/wp-content/uploads/2009/01/box_pochete1.png" alt="box_pochete1" width="500" height="489" />Infelizmente, esta não é uma história com final feliz. Para poder entender melhor o que aconteceu, é preciso falar um pouco sobre o MFP. A função primordial do maquiavélico movimento é manter os homens sob controle, subjugados. Para isso ele atua em diversas frentes: costumes, relacionamento, ciência, beleza, arte, cultura, etc. Quando o homem conseguiu se igualar às mulheres no que tange à capacidade de levar suas coisas consigo, elas orquestradamente reagiram, recusando-se a dar para quem ostentasse uma pochete na cintura. Foi um golpe baixo, primorosamente aplicado por todas as mulheres simultaneamente. Logo, em todos os lugares e mídias, se veiculava a idéia de que pochete era feio, pochete era brega, pochete era a encarnação do caramulhão na face da Terra. O suposto asco pelo artefato se espalhou pelas mulheres como rastilho de pólvora. Homem que usa pochete não pode comer ninguém &#8211; está condenado à punheta eterna.</p>
<p>O mais incrível é que os próprios homens foram contaminados pela ideologia antipochete. Logo, todos eles começaram a achar o acessório &#8220;cafona&#8221; e, aos poucos, foram deixando de usá-lo. Provando o quanto o MFP é poderoso, começaram a esquecer que um dia a portaram satisfeitos à cintura. Se você tem menos de 35 anos, já cresceu com a mente contaminada pelo antipochetismo, mas se tem mais, provavelmente está no grupo que sofreu a lavagem cerebral do MFP na época. Busque no fundo de sua memória, no umbral do inconsciente, e poderá se lembrar que um dia, num passado translúcido, você viveu momentos felizes, caminhando com as mãos nos bolsos e transportando seus objetos pessoais na cintura.</p>
<p>E assim, amigos, O MFP pôs fim a uma das melhores invenções que a humanidade já criou para o homem. Fomos obrigados a voltar a espremer as coisas em nossos bolsos. Agravando a situação, incorporamos telefone celular, pendrive, palmtop, ipod e câmera digital, aparelhos que, nos idos 70, pertenciam ao campo da ficção científica.</p>
<p>Seria o caso de começar um movimento pela volta das pochetes? Acho que não &#8211; seria uma batalha perdida, graças à nossa fragilidade frente às mulheres &#8211; elas podem ficar muito mais tempo sem sexo do que nós (em média, um homem adulto consegue conservar a sua lucidez por até 42 dias sem transar; mulheres não possuem lucidez, podendo ficar sem sexo indefinidamente).</p>
<p>Mas ainda temos uma última esperança. Do jeito que a coisa vai, muito em breve homens heterossexuais serão extremamente raros em nosso planeta. Neste dia, um homem portando uma pochete será identificado imediatamente como heterossexual genuíno e será disputado por mulheres desesperadas, que lhe oferecerão sexo em abundância em troca de furos na parede, trocas de pneus e assassinatos de baratas.</p>
<p><em>* Clássica piada ginasial: &#8220;O diminutivo de mala é maleta. Então, qual é o diminutivo de bolsa? E de punho?&#8221;</em></p>
<p><em><br />
</em></p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-518" src="http://homem.org/wp-content/uploads/2009/01/divisoria_01.png" alt="divisoria_01" width="491" height="2" /></p>
<p style="text-align: center; "><img class="alignnone" src="http://www.dultra.com.br/pix.gif" alt="" width="1" height="1" /></p>
<p style="text-align: center; "><strong><span style="font-size: medium;">Apêndice:<br />
<span style="font-size: large;">Pega no meu post e paga um pau!</span><br />
</span><span style="font-weight: normal;"><em>Comentários comentados</em></span></strong></p>
<p style="text-align: left;"><strong><span style="font-weight: normal;"><em><strong>ARTIGO: <a href="http://homem.org/como-ser-homem-a-escolha-do-mictorio-publico-adequado">Como ser Homem &#8211; A escolha do mictório público adequado.</a></strong></em></span></strong></p>
<p><span style="color: #808080;"><strong>Pedro Nunes disse: </strong><em>A recomendação de nunca falar com estranhos é a mais importante. Já fui abordado mijando e é profundamente desagradável.</em><br />
<span style="color: #000080;"><strong>Salomão Valadão responde:</strong> Isto nunca me aconteceu. Eu fico imaginando como é que alguém puxa assunto nesta situação. &#8220;O tempo tá mudando, hein!&#8221;; &#8220;Mijar é bom pra caralho, né?&#8221;; &#8220;Puxa, o seu fluxo está MA-RA-VI-LHO-SO&#8221;</span></span></p>
<p><span style="color: #808080;"><strong>Wil disse: </strong><em>Vale a pena frisar que existe pelo menos uma mulher no mundo (e por motivos pessoais prefiro me abster de dizer quem é) que acredita que os homens deveriam abaixar a calça para mijar!!!</em><br />
<strong>LuAn disse @Wil: </strong><em>Caraca velho… quem seria essa louca que diz uma sandice dessas?? ó_o</em><br />
<strong><span style="color: #000080;">Salomão Valadão responde:</span></strong><span style="color: #000080;"> Como disse o Jaime Alves em seu artigo &#8220;A Sinceridade&#8221;, &#8220;</span><em><span style="color: #000080;">mulher, por default, fala muita bobabem</span></em><span style="color: #000080;">&#8220;. Vamos ilustrar a situação para termos idéia do tamanho do absurdo:</span><br />
<img class="aligncenter size-full wp-image-530" src="http://homem.org/wp-content/uploads/2009/01/arriadas_00101p.png" alt="arriadas_00101p" width="441" height="242" /><span style="color: #000080;">O que seria isso? Doutor Manhattan replicando a si mesmo para mijar mais rápido? Cerimônia alternativa de entrega do Oscar? Faz o seguinte: imprime e manda pra ela por SEDEX.</span></span></p>
<p><span style="color: #808080;"><strong>LuAn disse: </strong><em>Por via das dúvidas sempre adoto a postura “cego, surdo e invisível” além de associar com a estratégia da bexiga Schumacher.</em><br />
<strong><span style="color: #000080;">Salomão Valadão responde:</span></strong><span style="color: #000080;"> Isto demonstra que as diretrizes básicas fazem parte do instinto heterossexual masculino. É um conhecimento inato.</span></span></p>
<p><span style="color: #808080;"><strong>HomemPedra disse:</strong> <em>Invisível? NUNCA! Alguém pode te encoxar!</em><br />
<strong><span style="color: #000080;">Salomão Valadão responde:</span></strong><span style="color: #000080;"> Esclarecendo, antes que as pessoas façam bobagem: não é para ficar invisível de verdade.</span></span></p>
<p><span style="color: #000000;"><span style="font-size: small;"><strong>ARTIGO: <a href="http://homem.org/como-ser-homem-o-uso-da-palavra-maravilhoso">Como ser Homem &#8211; O uso da palavra “maravilhoso” por homens heterossexuais.</a></strong></span></span></p>
<p><span style="color: #808080;"><strong>Yuri disse:</strong> <em>Este texto ficou maravilhoso.</em><br />
<strong>Pedro Nunes disse:</strong> <em>E digo mais: MA-RA-VI-LHO-SO!</em><br />
<strong><span style="color: #000080;">Salomão Valadão responde:</span></strong><span style="color: #000080;"> Jaime, é melhor rever o quadro de colunistas deste site.</span></span></p>
<p><span style="color: #808080;"><strong>Satanás disse:</strong> <em>Eu troco pela palavra espetacular… é bem mais machona!</em><br />
<strong><span style="color: #000080;">Salomão Valadão responde:</span></strong><span style="color: #000080;"> Este é um bom tema para o futuro: quais as palavras que podem substituir aquelas que devem ser evitadas? &#8220;Espetacular&#8221; é uma boa pedida (imagine um programa de TV chamado &#8220;Esporte Maravilhoso&#8221;&#8230;).</span></span></p>
<p><span style="color: #808080;"><strong>Angela disse:</strong> <em>Eu concordo. E agora ficou mais perigoso ainda com a história do MARA…</em><br />
<strong><span style="color: #000080;">Salomão Valadão responde:</span></strong><span style="color: #000080;"> Sim, abreviar a palavra reveladora, ao contrário de amenizá-la, amplifica o seu poder, tornando-a superlativa. Sobre isso, está programado para o futuro um artigo sobre a GCGM (não me perguntem ainda do que se trata), que revela a origem deste tipo de coisa e muitas outras.</span></span></p>
<p><span style="color: #808080;"><strong>Mulher disse:</strong><br />
<em>Valadão,<br />
Texto legal, mas com todo respeito, acho que deveria ter menos exceções.<br />
&#8220;O passe do Edmundo pro Rogério foi maravilhoso!&#8221; pega muito mal…<br />
O que costumo ouvir dos &#8220;machos&#8221; por aí é:<br />
&#8220;Caraaaaalho, o passe do Edmundo pro Rogério foi fooooda!!!!&#8221;<br />
Ah, e quanto ao creme de aspargos…<br />
A frase clássica: &#8220;Dona Felisberta, este creme de aspargos está ótimo! Lembra o da minha mãe!&#8221;<br />
No geral, sugiro substituir maravilhoso por ótimo ou excelente (sem puxar o &#8220;leeeente&#8221;). Que a exceção seja apenas para os peitos da Fernanda e a Fender. </em><br />
<strong><span style="color: #000080;">Salomão Valadão responde:</span></strong><span style="color: #000080;"> Mulher, à primeira vista você parece ter razão, mas, como de costume, vocês mulheres não tem. Há alguns detalhes que lhe escaparam. Quando um homem diz </span><em><span style="color: #000080;">&#8220;Caraaaaalho, o passe do Edmundo pro Rogério foi fooooda!!!!&#8221;</span></em><span style="color: #000080;">, geralmente está vendo o jogo (no estádio ou na TV), é uma reação espontânea de alguém levado pela emoção do momento.  Mas é preciso colocar a frase original no contexto correto: quando comentamos os jogos no boteco, tomando uma cerveja, não temos essa emoção toda. Pelo texto é difícil imaginar a entonação. Impondo a voz de forma masculina e agressiva, em volume superior às outras pessoas falando, é perfeitamente aceitável a frase </span><em><span style="color: #000080;">&#8220;O passe do Edmundo pro Rogério foi maravilhoso!&#8221;</span></em><span style="color: #000080;">. Pega mal não.<br />
Quanto à frase </span><em><span style="color: #000080;">&#8220;Dona Felisberta, este creme de aspargos está ótimo! Lembra o da minha mãe!&#8221;</span></em><span style="color: #000080;">, acho que há um sério equívoco. &#8220;Ótimo&#8221; não tem o apelo da palavra esquisita. Se você disser </span><em><span style="color: #000080;">&#8220;Este creme de aspargos está ótimo!&#8221;</span></em><span style="color: #000080;">, vai conseguir, no máximo, uma mãe de gostosa satisfeita com o seu comentário. Mas se utilizar a frase como citada no texto original, terá dela o aval &#8211; quase um apelo &#8211; para comer a sua filha. Mas não é aí que está o equívoco e sim na frase seguinte: se você disser que o creme dela lembra o da sua mãe, esquece&#8230; Evite compará-la à sua mãe. O máximo que você pode fazer é comparar a sua mãe a ela: </span><em><span style="color: #000080;">&#8220;Toda vez que minha mãe fizer creme de aspargos novamente, eu vou lembrar do da senhora e ficar com saudades&#8221;.</span></em><span style="color: #000080;"><br />
Quanto à Fender e aos peitos da Fernanda, concordamos. Aliás, você conhece a Fernanda?</span></span></p>
<p><span style="color: #808080;"><span style="font-size: small;"><strong><span style="color: #000000;">ARTIGO: <a href="http://homem.org/mfp-o-movimento-feminino-perverso">MFP &#8211; O Movimento Feminino Perverso</a></span><br />
</strong></span><br />
<strong>LuAn disse: </strong>Então amigos do “H.O.M.E.M.org” Uní-vos contra o MFP, e quem sabe num futuro próximo consigamos instruir e salvar nossa classe de uma vez por todas desse perverso movimento.<br />
<strong><span style="color: #000080;">Salomão Valadão responde:</span></strong><span style="color: #000080;"> Tornar-se ileso ao MFP só é possível através de um trabalho individual. É preciso autoconhecimento e conscientização, se livrar de idéias pré-concebidas e &#8220;consensuais&#8221; ligadas ao politicamente correto. Faz-se necessário um trabalho de interiorização para perceber a si mesmo e ter o insight de o quanto o MFP está limitando as suas ações. Quando isso acontece, é libertador; é como o final do primeiro filme da trilogia Matrix: você detem as balas no ar e pode voar!</span></span></p>
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		<title>MFP &#8211; O Movimento Feminino Perverso</title>
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		<pubDate>Mon, 08 Dec 2008 08:02:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Salomão Valadão</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ficção Verdadeira]]></category>
		<category><![CDATA[diferenças entre homens e mulheres]]></category>
		<category><![CDATA[guerra dos sexos]]></category>
		<category><![CDATA[mfp]]></category>
		<category><![CDATA[movimento feminino perverso]]></category>
		<category><![CDATA[textos avançados]]></category>
		<category><![CDATA[textos técnicos]]></category>

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			<content:encoded><![CDATA[<address>Esta matéria dá início a uma série voltada aos membros avançados, para os quais um pingo é letra e não se faz mais necessário explicar o bê-a-bá de cada coisa. Não estou oferecendo pérolas aos porcos, visto que quem não sabe o básico, não saberá sobre o que os temas desta série tratam. É como alguém que não sabe nem fazer soma e multiplicação, ler instruções para extrair raiz quadrada.</address>
<address><em> </em><em><strong><br />
</strong></em></address>
<address> </address>
<div>Ok, podem achar que eu sou um teórico da conspiração, mas a verdade é que existe um movimento feminino que, imagino, não seja organizado, porém funciona articuladadamente, como se as mulheres houvessem combinado tudo antes. A impressão que se tem é que se o homem não se submete às condições impostas pelas mulheres neste movimento, ele não comerá mais ninguém. Como pode-se supôr, muitas vezes este movimento mantém o homem subjugado.</div>
<div><em> </em><em><strong><br />
</strong></em></div>
<div>O homem não tem consciência dele. Sente-o perturbando o seu bem-estar, mas não sabe exatamente o que é. É como aquele ruído da geladeira que não nos damos conta, mas que quando cessa, sentimos um enorme alívio e percebemos o quão agradável o mundo poderia ser sem ele!</div>
<div><em> </em><em><strong><br />
</strong></em></div>
<div>A famosa guerra dos sexos não é uma guerra declarada. É uma guerra de subentendidos, de expectativas, de culpas e medos. E não é possível analisar este assunto em uma simples matéria aqui no site. É campo para inúmeros artigos, cada qual esclarecendo um pouco mais a verdadeira natureza deste <strong>Movimento Feminino Perverso</strong> (MFP). Vamos dar aqui as linhas gerais, mas estaremos longe de compreendê-lo. Assim como ele não é arquitetado pelas mulheres, ele apenas pode ser intuído pelos homens.</div>
<div><em><strong><br />
</strong></em></div>
<div>Quanto mais tentamos explicar do que o MFP se trata, mais confuso o conceito se torna, pois ele é quase abstrato e muito abrangente. A melhor forma de compreendê-lo é não racionalizando-o, percebê-lo como uma espécie de energia que permeia muitas ações femininas e repercute nos sentimentos e nos movimentos masculinos, restringindo-os.</p>
<div><em><strong><br />
</strong></em></div>
</div>
<div>Sim, os homens são tolhidos constantemente pelo MFP, mas existem meios de identificar a sua ação e aí fazer um movimento contrário, a fim de neutralizá-lo. Em linhas gerais, a ação do MFP visa basicamente impedir o homem de fazer o que quer. Isto porque o que o homem quer fazer raramente vai ao encontro do que a mulher quer que ele faça. Desta forma, se você conseguir identificar que está deixando de fazer algo que quer ou, pior ainda, fazendo algo que não quer, é muito provável que neste instante você esteja sob o jugo do MFP.</p>
<div><em><strong><br />
</strong></em></div>
</div>
<div>Identificar que está deixando de fazer algo que quer ou fazendo algo que não quer é o primeiro passo para perceber a ação do MFP. Em seguida você deve se questionar: “por que estou deixando de fazer isso?” (ou “por que estou fazendo isso?”). Identifique uma das respostas possíveis oriundas da influência do MFP:</div>
<div>
<ul>
<li>Porque, se eu não agisse assim, sentiria uma certa “culpa”.</li>
<li>Porque está pressuposto que eu deva agir assim.</li>
<li>Porque é minha vez.</li>
<li>Porque ela conta que eu aja assim.</li>
<li>Porque eu preciso ajudar.</li>
<li>Porque é sacanagem.</li>
<li>Porque, se eu fizer, ela pode fazer também.</li>
</ul>
</div>
<div>Estas são só algumas possibilidades. Na verdade existem muitas variações destas respostas que poderiam ser creditadas ao MFP. O que elas tem em comum é que em nenhum caso o assunto em questão foi conversado &#8211; tudo é pressuposto. Aí é que reside o maquiavelismo do movimento.</p>
<div><em><strong><br />
</strong></em></div>
</div>
<div>Como foi dito antes, o assunto é extenso e nem nos passa pela cabeça esgotá-lo em uma matéria. As suas variações e  imensa importância na vida do homem faz com que o tema seja fonte inesgotável de colunas futuras. Até lá, pois.</p>
<div><em><strong><br />
</strong></em></div>
<div><strong><em> </em></strong></div>
</div>
<div>
<div><em><strong>Salomão Valadão</strong></em></div>
<div>
<div><em><strong><br />
</strong></em></div>
</div>
</div>
]]></content:encoded>
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