Dissensão: III – Conseqüências

28. January. 2009 por Maxmillian Roberts  

disssensao-iii-final
Deste ponto em diante, os componentes da relação começam a perceber que seus atos não passaram impunes, notam, primeiro de forma frívola, depois, perturbadora, que a lei da ação e reação ainda vige, e passam colher os frutos de sua inconseqüência.

As brigas e os momentos de melindre começam a superar os momentos legais e a paz fabricada desmorona.

Esse processo é gradual , tortuoso e normalmente leva a uma destruição da relação de uma forma inequívoca e irrevogável.

O convívio passa a ser mais obrigação que prazer. A vida a dois se transforma em resmungos e cópula, pontuados por esparsas explosões de prazeres sinceros

As risadas diminuem e as atenções são voltadas para além dos muros da relação. Normalmente é nessa época que o homem começa a lembrar das antigas conquistas e se perguntar que fim levaram e procura sua antiga agenda de telefones, enquanto a mulher começa a se inquietar pela falta de empenho dele em mudar. (afinal, ele concordou com isso, não é mesmo? em troca dos prazeres proporcionados ele assinou aquele contrato que o transformaria nO Cara!)

Dependendo do caso, os partícipes, imbuídos de inspiração divina, ou mesmo, ouvindo conselhos de outros,  conseguem aperceber-se do novo status quo e conseguem sair praticamente incólumes da “sociedade”.

Porém, quando um, ou ambos os lados, fazem uso apenas das emoções (totalmente deturpadas a esta altura) os danos são mortais para o convívio, e a relação chega ao final do período de validade, e apesar de veementes protestos de ambas as partes, tudo o que acontece daí para frente é apenas prorrogação.

Commentários

2 reclamando! do artigo “Dissensão: III – Conseqüências”
  1. Amei o título! rsrsrsrs Relacionamento… Deflagração, combustão, atrito e duas opções… até que a morte os separe ou decomposição! rs

  2. Julia Cosentino says:

    Humph! To vivendo esta situação… Depois de 4 anos de relacionamento, queria “adequa-lo”. Mas não é simplismente pelo prazer em faze-lo; mas pq penso que antes ele era assim. Antes era adequado… e ai, entao, porque afinal vcs mudam?
    Adorei o texto, e aguardo continuações!