Dissensão: II – Da Paz às Primeiras Rusgas
21. January. 2009 por Maxmillian Roberts
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Desse momento em diante, toda aquela sutileza de pensamento masculino e a lógica já foram para o vinagre. O plano estava indo bem, até que ele pegou na mão dela, e se apaixonou.
Nota: O verbo “apaixonar”, no caso é utilizado no mais amplo espectro possível, pois a paixão e o amor estão, desde a fundação até os dias de hoje, em debate entre os membros da Honrada, sem que nenhuma conclusão tenha sido oficializada por esta organização. Portanto, vai desde o “tá quentinho” ao “vou me matar por ela”.
Em contrapartida, a mulher, geralmente a partir desse momento, traça seus planos para satisfazer seu ambicioso projeto: transformar aquele homem no seu ideal.
Nota: O termo ambição é utilizado de maneira propositada, eis que é entendimento do autor que todas as mulheres têm o objetivo de se ajuntarem com seu “parceiro ideal”, mesmo que para isso, tenham que transformar ou modelar o espécime que está ao alcance das mãos.
A partir dessa inversão de papéis, na troca de lógica por emoção deturpada e emoção por lógica deturpada, respectivamente, é que ocorre, dependendo dos casos analisados, um período de paz.
Essa paz é proporcionada pela lógica deturpada dela e pelo abobamento dele, que tendem a estender o prazer dos primeiros contatos e as concessões de ambas as partes em prol da relação.
Depois de algum tempo, que varia de caso a caso, (mínimo 3 horas, máximo 6 meses) começam, de maneira sutil, porém perseverante e impiedosa, as cobranças e pedidos em prol da “mudança”, da “transformação”, do “aprimoramento”, que no caso, são sinônimos da tão conhecida “ADEQUAÇÃO”.
Nesse ponto a dissensão se amplia, pois há todo um enredo para a adequação, que passa por mudanças mínimas desde o deixar de fazer coisas legais (parar de jogar com os amigos nas noites de quinta), até o ponto em que, para manter a relação é preciso fazer coisas que antes eram consideradas penosas (lavar a louça, ou sair com aqueles amigos super legais da faculdade dela ou fazer compras com ela).
Vejam bem: esse é um ponto no qual muitas das tentativas de mudança empacam, pois o abobamento inicial pode ser afastado de pronto pelo espécime em processo de adequação, e por conseqüência, a lógica ser restaurada, o que leva a destruição da relação.
Mas, estudos demonstram que são poucos os que conseguem se libertar do pano (véu) nessa hora, e que conseguem ver sua real situação. Os demais coitados, conseguem apenas vislumbrar a passagem e pensam que se mantém no controle da situação (ha-ha-ha!), e tentam retomar o controle, para modificar o processo de transição, o que dá ensejo às primeiras rusgas.
- continua -


“… desde o deixar de fazer coisas legais (parar de jogar com os amigos nas noites de quinta), até o ponto em que, para manter a relação é preciso fazer coisas que antes eram consideradas penosas (lavar a louça, ou sair com aqueles amigos super legais da faculdade dela ou fazer compras com ela).”
Este é um caso típico e presente no cotidiano, da atuação do Movimento Feminino Perverso. Lembramos que a forma mais eficaz de perceber a presença dele é ficar atento a dois pontos que sempre aparecem:
1 – Comportamento em contradição com a sua vontade: deixar de fazer coisas que se quer e/ou fazer coisas que não se quer;
2 – Questionar o que está levando você a agir de forma contrária à sua vontade. Se houver um componente de “culpa” e/ou “dever” pressupostos, você foi capturado pelo MFP.
Agradeço, Maxmillian, pela excelente ilustração deste conceito difícil de ser assimilado.