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	<title>Homem.org&#187; Verdades</title>
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	<description>Onde os homens são homens.</description>
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  <title>Homem.org</title>
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		<title>Mentiras e cartas</title>
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		<pubDate>Thu, 18 Dec 2008 09:00:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eduardo S</dc:creator>
				<category><![CDATA[Verdades]]></category>
		<category><![CDATA[agenda]]></category>
		<category><![CDATA[cartas]]></category>
		<category><![CDATA[mentiras]]></category>

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		<description><![CDATA[Como diria o Dr. House: Everybody lies. Seja casado ou solteiro, homem ou mulher, as mentiras só mudam de contexto, mas preenchem os vazios que as chatas verdades deixam em nossas vidas. O lance é aprendermos a administrar isso de modo a não afetar nossa vida sexual!
Quando namoramos e somos muito certinhos (ou medrosos?), a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="0cm 0cm 10pt;"><span style="Calibri;">Como diria o Dr. House: <em>Everybody lies</em>. Seja casado ou solteiro, homem ou mulher, as mentiras só mudam de contexto, mas preenchem os vazios que as chatas verdades deixam em nossas vidas. O lance é aprendermos a administrar isso de modo a não afetar nossa vida sexual!</span></p>
<p class="MsoNormal" style="0cm 0cm 10pt;"><span style="Calibri;">Quando namoramos e somos muito certinhos (ou medrosos?), a gente mente porque quer manter meninas que gostam da gente por perto, só pra massagear o nosso ego.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="0cm 0cm 10pt;"><span style="Calibri;">Quando namoramos e não somos muito certinhos (ou medrosos?), traímos.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="0cm 0cm 10pt;"><span style="Calibri;">Quando somos solteiros, não temos que lidar com traições, apenas com as mentiras. Basta administrar as peguetes, quebretes (forma evoluída) e outros tipos de ficantes.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="0cm 0cm 10pt;"><span style="Calibri;">Cada um se organiza de uma forma. Eu prefiro deixar os fins de semana livres para conhecer garotas novas e sair com as peguetes tradicionais de segunda a sexta-feira. Quando ela adquire um <em>status</em> de quebrete, até rola de marcar algo no fim de semana. Mas essa condição privilegiada é só pra&#8217;quelas que eu não desejo transformar em pizza de calabresa no dia seguinte.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="0cm 0cm 10pt;"><span style="Calibri;">O mais difícil é evitar fazer uma cagada naquelas noites que se encaminham para o zero a zero e você começa a pensar. &#8220;Vou ligar pra alguma peguete-delivery&#8221;. Aí começamos a buscar os nomes na agenda, igualzinho a música do Gabriel Pensador.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="0cm 0cm 10pt;"><span style="small;"><span style="Calibri;">É nessas horas eu sempre me pergunto: o que a maioria daqueles nomes estão fazendo ali!? Quem é Márcia, Carmen, Alice? E os apelidos? São ainda mais difíceis! Minha crença é que os piores são os que nascem partículas terminadas em &#8220;u&#8221;. Lu (ciana, zia, cianne&#8230;); Su (ellen, ely, zane&#8230;); Ju (lly, liana, lia…). Impossível lembrar!<span style="yes;">  </span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="0cm 0cm 10pt;"><span style="Calibri;">Às vezes dá certo. Outras não. É, como diz um amigo meu: sexo é igual jogo de cartas; ou você tem uma boa dupla ou uma boa mão!</span></p>
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		<title>Para os desafetos de plantão</title>
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		<pubDate>Tue, 16 Dec 2008 00:55:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Yuri</dc:creator>
				<category><![CDATA[Malucas]]></category>
		<category><![CDATA[Verdades]]></category>
		<category><![CDATA[Ex-namorada]]></category>
		<category><![CDATA[Ex-namorado]]></category>
		<category><![CDATA[Stalker]]></category>
		<category><![CDATA[Vacilo]]></category>

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		<description><![CDATA[Quem nunca se pegou naquela situação bizarra de começar a sair com uma mulher e ter um psicopata ou uma louca no seu encalço por conta disso? As situações são várias, indo daquele antigo namorado ciumento a aquela ex sua em um repentino acesso de obsessão fatal. Mas não interessa, né? Em nenhum dos casos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="justify;">Quem nunca se pegou naquela situação bizarra de começar a sair com uma mulher e ter um psicopata ou uma louca no seu encalço por conta disso? As situações são várias, indo daquele antigo namorado ciumento a aquela ex sua em um repentino acesso de obsessão fatal. Mas não interessa, né? Em nenhum dos casos isso é bacana, mesmo se sua nova gata valer cada segundo do perrengue proporcionado por esses Kinder Ovos com Surpresa Macabra.</p>
<p style="justify;">(ou você já sabia onde estava pisando quando começou sua nova investida? Ihhh&#8230;)</p>
<p style="justify;">Às vezes essas malas-sem-alça precisam entender umas verdades. Que nem aquele japa maluco que ficou isolado em uma ilha durante a guerra e por isso não sabe que a parada já acabou faz tempo, é hora destes encararem a realidade. Se o lance anterior já acabou &#8211; e se os exemplos acima servem, é porque não foi bem você, alvo dessa picuinha maldita de outrem, quem vacilou na história) a parada é fazer que nem aquele aluno que não é nem o comedor de giz da frente da sala e nem o zoneiro lá do fundão: aprenda com seus erros e não os repita. Afinal de contas, a chance de seu relacionamento anterior ter ido pra Spica por conta de seus vacilos é beeeem grande&#8230;</p>
<p style="justify;">(Sério, aprenda <strong>mesmo</strong>, porque lidar com vocês é <em>chato pra caralho</em>. Ô racinha.)</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Como reconhecer uma roubada.</title>
		<link>http://homem.org/como-reconhecer-uma-roubada</link>
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		<pubDate>Fri, 12 Dec 2008 03:48:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jaime Alves</dc:creator>
				<category><![CDATA[Malucas]]></category>
		<category><![CDATA[Verdades]]></category>
		<category><![CDATA[desejo]]></category>
		<category><![CDATA[mulher]]></category>
		<category><![CDATA[roubada]]></category>

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		<description><![CDATA[Para um bom observador, são muitos sinais os quais indicam que uma mulher é uma roubada. Antigamente, você só poderia enxergar esses sinais após interagir por um tempo com a dita-cuja e, em muitos casos já seria tarde demais quando você obtivesse essa informação, pois as suas bolas já estariam estariam no comando e o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left;">Para um bom observador, são muitos sinais os quais indicam que uma mulher é uma roubada. Antigamente, você só poderia enxergar esses sinais após interagir por um tempo com a dita-cuja e, em muitos casos já seria tarde demais quando você obtivesse essa informação, pois as suas bolas já estariam estariam no comando e o fato dela escrever cartas usando sangue de pombos não lhe pareceria tão estranho.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="size-full wp-image-183 aligncenter" title="Tenho 32 gatos, sou estudante de Psicologia,  fui uma grande imperatriz bizantina na minha vida passada  e sou Wicca desde criancinha!" src="http://homem.org/wp-content/uploads/2008/12/manu1.jpg" alt="" width="450" height="600" /></p>
<p style="text-align: center;">&#8220;<em>Tenho 32 gatos, sou estudante de Psicologia, fui uma grande imperatriz<br />
bizantina na minhavida passada  e sou Wicca desde criancinha!&#8221;<br />
</em></p>
<p>Mas graças aos avanços da cibernética e da oftalmologia gástrica, temos várias ferramentas de interação social a nossa disposição para uma pré-pesquisa, como o nosso bem conhecido Orkut, por exemplo.</p>
<p>Visitar o perfil da moça, ver suas fotos, ler os seus recados e testemunhos não lhe falam muita coisa, pois são informações que não lhe contam muito sobre ela e, pois quase sempre é apenas lista de elogios genéricos e babações de ovo.</p>
<p>O verdadeiro ouro se encontra nas comunidades que ela adicionou ao seu perfil. É lá que você encontrará pistas sobre o quão maluca é a guria que você deseja &#8220;conhecer&#8221; melhor.</p>
<p>Para facilitar a sua vida, essas comunidades são grandes sinalizadores de futuros problemas:</p>
<ul>
<li>Clarice Lispector</li>
<li>Psicologia</li>
<li>Gatos</li>
<li>Ecologia</li>
<li>Vidas Passadas</li>
<li>Espiritualismo</li>
<li>Cachorros e gatos de rua</li>
<li>Adote um Gatinho</li>
<li>Filhos de Gaia</li>
<li>Amigos dos Animais</li>
<li>Magos e Druidas</li>
<li>Wicca and Witchcraft</li>
<li>PETA</li>
<li>Clube do Gato do Brasil</li>
<li>Eu odeio galinhas!</li>
<li>Anjos</li>
<li>Vidas Passadas</li>
<li>Os bichos têm alma?</li>
</ul>
<p>Se a sua desejada faz parte de pelo menos três delas, sugiro a você diminuir seus esforços, pois essa ai, filhão, leva a sério o lance de ser maluca e você corre o risco de acordar no meio da noite com os seus genitais decepados dentro da sua boca!</p>
<p>P.S.: A foto da moça acima  é apenas para ilustrar o quão dificíl seria o embate entre o desejo e a sapiência! Não sei nada sobre ela, <span style="text-decoration: line-through;">apenas sei que é um fake do orkut</span>.  Acabei encontrando um fotolog como um monte de fotos da moça. Se alguém se interessar, peça nos comentários e eu o publicarei lá.</p>
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		<title>O futebol e as mulheres</title>
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		<pubDate>Wed, 10 Dec 2008 07:59:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rogerio B.</dc:creator>
				<category><![CDATA[Verdades]]></category>
		<category><![CDATA[É bom ser homem]]></category>
		<category><![CDATA[futebol]]></category>
		<category><![CDATA[mulher]]></category>

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		<description><![CDATA[ A última vez que uma mulher falou &#8220;não entendo como você pode gostar de futebol&#8221; tentei explicar p-a-u-s-a-d-a-m-e-n-t-e que, na verdade, as mulheres não entendem nada sobre coisa nenhuma. Por exemplo: as mulheres não entendem e não sabem ou não suspeitam porque a contagem dos pontos no tênis segue a sequência 0, 15, 30, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-medium wp-image-157" style="border: 5px;float:left;" title="ronaldinha-thumb.jpg" src="http://homem.org/wp-content/uploads/2008/12/ronaldinha-thumb.jpg" alt="" width="150" height="179" /> A última vez que uma mulher falou &#8220;não entendo como você pode gostar de futebol&#8221; tentei explicar p-a-u-s-a-d-a-m-e-n-t-e que, na verdade, as mulheres não entendem nada sobre coisa nenhuma. Por exemplo: as mulheres não entendem e não sabem ou não suspeitam porque a contagem dos pontos no tênis segue a sequência 0, 15, 30, 40 e game. As mulheres também não entendem e não sabem ou não suspeitam quem foi Lacan (geralmente confundem com alguma marca de cosméticos), Proust ou Dostoiweski. A imensa maioria das mulheres, pra não dizer todas, também não saberia explicar o que é evolucionismo ou criacionismo. Meu filho de 12 anos sabe. Pergunte para uma mulher quem foi James Watt, Alexander Fleming ou Johannes Gutenberg. Sem eles ainda andaríamos a pé ou em carroças, morreríamos de resfriado e você não receberia o jornal todas as manhãs. Pergunte para uma mulher a importância histórica da cidade de Calecute, na Índia. Sem chance! Além disso, um dos exercícios mais estressantes para a memória é tentar lembrar o nome de alguma mulher que tenha contribuído para o esclarecimento ou desenvolvimento da humanidade. O sutiã, a fralda, o liquid paper e o pára-brisas foram invenções das mulheres. Mas quem precisa disso? Enfim, o fato das mulheres não entenderem como alguém pode gostar de futebol não é tão grave assim.</p>
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		<title>Interessante?</title>
		<link>http://homem.org/interessante</link>
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		<pubDate>Thu, 27 Nov 2008 08:27:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rogerio B.</dc:creator>
				<category><![CDATA[Verdades]]></category>
		<category><![CDATA[conversa]]></category>
		<category><![CDATA[interesse]]></category>
		<category><![CDATA[mulher]]></category>

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		<description><![CDATA[Homem só acha conversa de mulher interessante em duas hipóteses:


Quando está apaixonado,
Ou quando está conversando com uma amiga que conhece profundamente a literatura russa ou o cinema iraniano.

Na primeira opção o homem está completamente desprovido de qualquer senso prático, crítico, estético, filosófico ou seja lá o que for e já perdeu a noção de todas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Homem só acha conversa de mulher interessante em duas hipóteses:</p>
<ul></ul>
<ol>
<li>Quando está apaixonado,</li>
<li>Ou quando está conversando com uma amiga que conhece profundamente a literatura russa ou o cinema iraniano.</li>
</ol>
<p>Na primeira opção o homem está completamente desprovido de qualquer senso prático, crítico, estético, filosófico ou seja lá o que for e já perdeu a noção de todas as coisas e dias e contas a pagar. Também passou a acreditar que o amor eterno não foi uma invenção francesa do final do século XI — ou início do século XII? Não importa. — e que uma criatura chamada Deus criou mesmo a vida e essa porcaria de universo. Como podem perceber, os franceses inventaram o amor eterno, o perfume e a champanhe. Só não inventaram a Disneylândia! Por muito pouco não ofereceram um passaporte completo para o mundo da fantasia. E Deus, que não estava apaixonado e não era francês, aparentemente entrou em desespero e criou &#8220;a vida e essa porcaria de universo&#8221; num momento de absoluto tédio ou falta de algo melhor para fazer. O que nos leva a segunda situação: conversar com uma amiga que conhece profundamente a literatura russa ou o cinema iraniano. O que resta para um homem em um sábado à noite, com chuva, sem nenhuma possibilidade de sexo, com preguiça ou sem paciência ou simplesmente abatido por uma repentina incapacidade de encontrar um programa melhor na televisão ou imaginar um outro universo? Conversar com uma amiga, claro!</p>
<p>Existe uma teoria que afirma que não existe possibilidade de amizade entre homens e mulheres, provocada por conflitos de interesses. Eu discordo. Esse tipo de teoria deve ter sido inventada na França no final do século XIII — ou início do século XIV? Não importa. —  por um homem inseguro ou uma mulher muito feia. Pessoas resolvidas tem mais o que fazer do que ficar se comendo o tempo todo. É por isso que acredito que todo homem deveria ter duas mulheres na sua vida: 1) uma amante, por motivos óbvios e 2) uma amiga para aproveitar a companhia nos momentos desejados, as conversas em uma mesa de bar atravessando madrugadas, as datas de aniversários, viagens, a saudade ao telefone provocada pela distância, etc, etc, etc. Mas em hipótese alguma deve-se apaixonar por qualquer uma das duas. É frustração seguida de infelicidade e divórcio ou, para os acomodados, um relacionamento lentamente interminável sem sexo ou conversas interessantes. Um inferno, eu poderia afirmar se acreditasse em Deus ou no amor eterno ou levasse alguém para a cama em busca de conversas sobre a literatura russa ou o cinema iraniano.</p>
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		<title>Hora do café</title>
		<link>http://homem.org/hora-do-cafe</link>
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		<pubDate>Tue, 25 Nov 2008 08:42:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pedro Nunes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ficção Verdadeira]]></category>
		<category><![CDATA[Malucas]]></category>
		<category><![CDATA[Verdades]]></category>
		<category><![CDATA[contos]]></category>
		<category><![CDATA[mulher]]></category>
		<category><![CDATA[sinceridade]]></category>

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		<description><![CDATA[- Um café, por favor.
E corrigiu:
- Um expresso!
Escolheu uma das mesinhas vazias, sentou-se mal e mal na banqueta. Sentia-se incomodado sobre aquela torre balançante, a base fina simplesmente não lhe inspirava confiança. Mantinha o pé esquerdo no chão, por via das dúvidas.
Tirou da pasta que trazia a tiracolo um jornal muito dobrado e pôs-se a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>- Um café, por favor.</p>
<p>E corrigiu:</p>
<p>- Um expresso!</p>
<p>Escolheu uma das mesinhas vazias, sentou-se mal e mal na banqueta. Sentia-se incomodado sobre aquela torre balançante, a base fina simplesmente não lhe inspirava confiança. Mantinha o pé esquerdo no chão, por via das dúvidas.<br />
Tirou da pasta que trazia a tiracolo um jornal muito dobrado e pôs-se a ler, cotovelo apoiado na mesa, queixo apoiado na mão, resmungando qualquer coisa de tempos em tempos. O café chegou. Ele agradeceu a moça que trouxe e voltou a atenção para o jornal. Sem tirar os olhos da folha, sacou do bolso da camisa um maço de cigarros, tirou um com a boca e, enquanto tateava as calças em busca do isqueiro, cruzou olhares com uma garçonete mais velha, que parecia ser responsável pelo lugar. Com o cigarro pendendo no canto da boca, fez cara de criança surpreendida no meio de qualquer arte. Perguntou, sem-jeito:</p>
<p>- Não pode, né?</p>
<p>Ela meneou a cabeça, ainda mais sem-jeito, talvez por ter que negar a um cliente um prazer que não incomodaria ninguém – o lugar estava praticamente vazio, havia apenas um casal numa mesa suficientemente afastada, que sequer parecia notar a presença do homem, e uma moça, também distante, que o observava com certa ansiedade.</p>
<p>- Não pode, moço, tem aquela lei que proíbe. Eu também fico doida por um cigarrinho entre um café e outro, mas fazer o quê? Se aparecer um fiscal aqui, é multa na hora.</p>
<p>Sorriram um para o outro com ar tristonho, como quem identifica um cúmplice que cumpre pena na cela ao lado. Ela voltou ao que quer que estivesse fazendo, ele deixou de procurar o isqueiro. O cigarro permaneceu na boca, como estava, apagado, meio caído, ameaçando jogar-se no café. Qual suicida que, diante da impossibilidade de cumprir seu destino, preferisse morrer.<br />
A moça, aquela que o analisava ansiosamente à distância, veio até ele. Chegando por trás, disse com uma voz que destilava o venenoso desprezo da mulher traída:</p>
<p>- Olha só quem resolveu aparecer!</p>
<p>Ele a olhou com surpresa. O cigarro efetivamente caiu, errou o café por pouco. Nenhum dos dois se deu conta do fato.</p>
<p>- Nossa, você por aqui! Quanto tempo! &#8211; e imediatamente repreendeu-se, pensando “Será que não tinha nada pior para dizer?”. Um segundo depois, entretanto, pareceu lembrar-se de todo o relacionamento que tiveram – das discussões, em particular. Seu rosto tomou um certo ar de segurança e enfado. O dela permaneceu fuzilando-o.<br />
- Ai, que lindo! Ele é irônico! Quanto tempo, como vai você?</p>
<p>Falou como quem encontra um grande amigo, perdido há eras. Ele achou por bem ignorar o tom sarcástico da voz dela, na tentativa de conduzir o papo para outra situação além da que se avizinhava, potencialmente catastrófica:</p>
<p>- Eu vou bem, obrigado. E você?</p>
<p>Não deu certo. Ela permaneceu séria, falando gravemente, salivando fel:</p>
<p>- É mesmo muita cara-de-pau da sua parte falar comigo como se não tivesse acontecido nada!</p>
<p>Olhou em volta, buscando ajuda. Não havia ninguém, teria que se defender sozinho. Ela continuou.</p>
<p>- Você não teve a decência de me ligar!<br />
- E por que eu teria que te ligar?<br />
- Não me surpreende que você não saiba.</p>
<p>Esse ataque ferino aos seus conhecimentos das normas de interação com membros do sexo oposto – cartilha que já deveria ter sido escrita há eras, embora seja pouco provável que alguém a seguisse, visto que as variáveis são elevadas à enésima potência – tornou-o subitamente ofendido, acabando com seu ar simpático e jogando-o numa posição de contra-ataque:</p>
<p>- Foi você que terminou comigo!<br />
- Por isso mesmo!</p>
<p>Coçou a testa, reprimiu um palavrão que chegou a sair pela metade: …taqueopariu! Para ele, aquilo não tinha muita lógica. Considerava que o dispensado não deveria tornar a ligar, essa era uma obrigação do dispensante, quer por caridade, quer por vaidade (a fim de verificar o estrago causado por sua decisão). Ela, entretanto, seguia outro tipo de regra:</p>
<p>- E você não foi homem suficiente pra aceitar.<br />
- Como assim, não aceitei? Aceitei perfeitamente bem. Você disse “fim”, eu pensei “certo, então é o fim”. Toquei a vida.<br />
- Você entrou em ne-ga-ção! &#8211; falou sílaba por sílaba em tom de voz elevado, como se ele fosse surdo. Ou idiota. Ou um idiota surdo. Ele finalmente largou o jornal sobre o mármore frio da mesinha, aborrecido. O café esfriava. O cigarro da boca fora para a mesa, daí rolara para o colo dele, donde fora para o chão, pela perna esquerda estendida.<br />
- Não foi ne-ga-ção, foi a-cei-ta-ção.<br />
- E meus e-mails? Você recebeu?<br />
- Lógico que recebi.</p>
<p>Os olhos dela encheram-se de lágrimas. Disse com voz irritada e chorosa:</p>
<p>- E por que nunca respondeu?<br />
- Você disse claramente em todos eles que não queria que eu respondesse!<br />
- Mas você não entende nada? É incapaz de captar uma mensagem? Isso não era motivo para você ficar em silêncio!</p>
<p>Ele baixou a cabeça, correu as mãos pelos cabelos. Depois de seis meses de término, de paz, de distância e tranqüilidade, ali estavam os dois, em plena sessão de descarrego. Ele odiava sessões de descarrego, ela parecia adorar. Perguntou, como quem pede piedade:</p>
<p>- O que você quer de mim, afinal?<br />
- Minhas cartas.<br />
- Quer que eu devolva suas cartas?<br />
- Não seja idiota! Quero saber se você recebeu!<br />
- Ah! Também recebi.<br />
- E leu?<br />
- Li.<br />
- Leu todas?<br />
- Sim, li todas as suas cartas. Todas, todas.<br />
- Do começ…<br />
- Do começo ao fim!<br />
- E não vai dizer nada sobre o que eu escrevi pra você, as coisas que eu disse, minhas razões pra desistir da gente? Não vai me deixar saber o que você achou?<br />
- Parafraseando Roberto Carlos:<br />
- O cantor?<br />
- O cantor.</p>
<p>O olhar dela se acendeu com esperança. Ele, sempre tão insensível, estava na iminência de dizer algo realmente romântico, talvez até melodioso. Ele respirou fundo, soltou o ar lentamente, olhou-a nos olhos e, munido de toda sinceridade, soltou:</p>
<p>- Ri muito, bicho.</p>
<p>Ela ficou em silêncio por dez segundos. Dez segundos que duraram meia-hora. Uma hora. Quarenta dias e quarenta noites. Ficaram assim, olhos fixos um no outro. Ela, com toda a delicadeza de sua natureza feminina, esticou a mão, pegou a xícara de café e derramou no colo dele, que, temendo uma queimadura, assustou-se, quase caindo da banqueta (salvou-o a perna esquerda, firme no chão). À toa, porém: o líquido esfriara.<br />
Entre os dentes, querendo chorar, querendo gritar, querendo arrancar os cabelos &#8211; dela e dele -, ela sussurrou:</p>
<p>- E não volte a me procurar!</p>
<p>Ele ficou ali, enquanto ela se afastava pisando com força. Finalmente deu-se conta da ausência do cigarro na boca. Pegou outro, sequer pensou em procurar o primeiro. Olhou de novo para a garçonete.<br />
Ela se aproximou, sacou um isqueiro e acendeu o cigarro dele, usando-o em seguida para acender o seu. Soprou ruidosamente a fumaça do primeiro trago, olhou para a moça que sumia à distância, depois novamente para ele:</p>
<p>- Mulher é tudo louca, né?</p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Menos é Mais</title>
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		<pubDate>Mon, 24 Nov 2008 12:18:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Salomão Valadão</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ficção Verdadeira]]></category>
		<category><![CDATA[Verdades]]></category>
		<category><![CDATA[comunidade gay]]></category>
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		<category><![CDATA[parada gay]]></category>
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		<description><![CDATA[É com muitos bons olhos que verifico este site masculino surgindo na internet. Não digo isso da boca para fora, e sim por acreditar que, embora pareça ser apenas mais um site do gênero, não será como tantos outros. O projeto me parece realmente voltado para o homem másculo, não o hétero de hoje em [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>É com muitos bons olhos que verifico este site masculino surgindo na internet. Não digo isso da boca para fora, e sim por acreditar que, embora pareça ser apenas mais um site do gênero, não será como tantos outros. O projeto me parece realmente voltado para o homem másculo, não o hétero de hoje em dia. É para o cara que não usa hidratantes após o banho, não faz peeling (o que quer que isso seja &#8211; nem sei se é assim que se escreve), não tem medo de barata, não gosta de &#8220;As Pontes de Madison&#8221; (<em>shame on you</em>, <a target="_blank" title="Clint" href="http://www.imdb.com/name/nm0000142/" target="_blank">Clint!</a>), não chora em público (aliás, homem não chora, ok?) e come mulher feia com desenvoltura.</p>
<p>A maioria das revistas e sites masculinos não são exatamente másculos. É isso que espero que este site seja: masculino, másculo e maiúsculo, pois não se encontra facilmente na rede um texto com o vigor das antigas. Quem sabe não se torne um oásis para nós, da minoria máscula.</p>
<p>Digo minoria máscula sabendo do que estou falando. Quem chama a comunidade gay de minoria, das três, uma: está enganado, está enganando ou não sabe fazer contas. Posso não ser um instituto de pesquisas, mas fazendo um cálculo aproximado, encontramos números surpreendentes. Acompanhe o meu raciocínio:</p>
<p>Por praticidade, vamos nos ater ao público homossexual masculino. Tomemos como universo a maior cidade do Brasil. Estima-se que em 2008, a parada gay de São Paulo levou três milhões de pessoas à avenida Paulista. 3.000.000! Ok, nem todos eram gays, nem todos eram homens, nem todos eram da cidade, nem todos eram adultos&#8230; &#8211; então vamos fazer estimativas baseadas em nosso chutômetro modelo SV-2008, abastecido com dados e impressões de pessoas que estiveram no evento.</p>
<p>Boa parte das pessoas presentes não era de São Paulo. O chutômetro mostra que eram aproximadamente 20% (acho o número um pouco elevado, afinal não acredito que havia um forasteiro em cada 5 pessoas. Enfim&#8230;). Seriam então 600.000 pessoas de fora.</p>
<p>Isso faz com que permaneçam 2.400.000 paulistanos na avenida. Alguns eram menores de 16 anos. Não que eu ache que a pessoa só se descobre gay após a esta idade, mas, para fazermos a conta final onde apenas consideraremos o universo dos paulistanos do sexo masculino maiores de 16 anos, devemos subtrair os que estão abaixo desta faixa etária. O SV-2008 calcula que havia cerca de 10% de menores de 16 anos por ali &#8211; 240.000 moleques de São Paulo. Sobram então 2.160.000.</p>
<p>Parte considerável destes não era realmente gay &#8211; e eu não consigo compreender o que estavam fazendo ali! Ok, mas quantos? Mais uma vez, o SV-2008 nos mostra a porcentagem de 10%. Sobram então 1.944.000.</p>
<p>Apesar de existirem praticamente o mesmo número de pessoas de cada sexo no mundo, quem esteve na parada garante que haviam muito mais gays do sexo masculino do que do feminino. Entre as pessoas gays, paulistanas, maiores de 16 anos que estavam presentes no evento, nosso chutômetro calcula que cerca de 35% eram mulheres.</p>
<p>Pronto. Chegamos ao <span style="bold;">primeiro número que nos interessa</span>: <span style="bold;">1.263.600</span> pessoas do sexo masculino, paulistanos, gays e maiores de 16 anos <span style="bold;">estavam na parada gay da cidade de São Paulo em 2008</span>.</p>
<p>Agora precisamos considerar que nem todos os paulistanos gays foram à parada. Existe um universo grande deles que ainda não quis ou não pôde sair do armário &#8211; e este número é muito maior do que podemos imaginar! Neste ponto eu e o chutômetro SV-2008 chegamos a um acôrdo: apenas metade dos gays de São Paulo estavam no evento. Mas, como sei que é um dado chocante e a população não está preparada para aceitar este fato, vamos considerar que apenas 40% dos gays de São Paulo não foram á parada neste ano, ou seja, 842.400. Isto nos faz chegar ao <span style="bold;">segundo número que nos interessa</span>: a quantidade de gays do sexo masculino e maiores de 16 anos que moram na cidade de São Paulo é de <span style="bold;">2.106.000</span> indivíduos (calculando <span style="underline;">por baixo</span>, segundo o SV-2008 e minhas estimativas).</p>
<p>E qual é o total de homens maiores de 16 anos que vivem na cidade de São Paulo? Segundo o site do TRE, existiam 8.198.282 de paulistanos aptos a votarem em São Paulo nas eleições de 2008. Metade destes são mulheres, o que nos faz chegar ao <span style="bold;">terceiro número que nos interessa: 4.099.141</span>. Agora é só fazer a divisão:</p>
<p><span style="bold;">2.106.000 / 4.099.141 = 0,51</span></p>
<p>Ou seja, pelos nossos cálculos, mais de 50% dos homens paulistanos maiores de 16 anos são gays. A cada 2 homens, um é gay! 51%. Este é um momento histórico &#8211; fomos ultrapassados!</p>
<p>É preciso reconhecer que a comunidade gay tem importância fundamental na sociedade atual, ocupando espaço em todas as áreas: profissional, cultural, religiosa, social, etc. O que não se esperava é que já fossem maioria entre os homens. É por isso que reivindico aqui o direito de chamar a minha turma de <strong>minoria máscula</strong> ou <strong>minoria hetero</strong>. E, ao mesmo tempo que parabenizo a comunidade gay pelos espaços conquistados, me solidarizo com as mulheres heterossexuais pela situação desfavorável que estão vivenciando e me coloco à disposição para ajudá-las a atravessar este momento difícil, oferecendo-lhes o meu email para eventuais auxílios que eu possa prestar: <a target="_blank" href="mailto:salomaovaladao@homem.org">salomaovaladao@homem.org</a></p>
<p>Salomão Valadão.</p>
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		<title>A sinceridade</title>
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		<pubDate>Fri, 21 Nov 2008 19:06:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jaime Alves</dc:creator>
				<category><![CDATA[Verdades]]></category>
		<category><![CDATA[mulher]]></category>
		<category><![CDATA[opinião]]></category>
		<category><![CDATA[sinceridade]]></category>

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		<description><![CDATA[Mulher, por default, fala muita bobabem. Mas existe uma que me espanta profundamente pela falta de bom senso. Quando perguntadas sobre o que elas desejam em um homem, automaticamente vem: &#8220;Ah, eu quero um homem que seja sincero&#8230;&#8221;.
Supondo que essa declaração sem pé nem cabeça, mas repetida milhares de vezes formasse uma massa crítica e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Mulher, por default, fala muita bobabem. Mas existe uma que me espanta profundamente pela falta de bom senso. Quando perguntadas sobre o que elas desejam em um homem, automaticamente vem: &#8220;Ah, eu quero um homem que seja sincero&#8230;&#8221;.<br />
Supondo que essa declaração sem pé nem cabeça, mas repetida milhares de vezes formasse uma massa crítica e repentinamente todos os homens tornassem-se tão sinceros quanto se deseja, eis aqui uma coletânea de frases que elas ouviriam:</p>
<p>&#8220;O que eu quero de você? Te comer. Bastante. Com força.&#8221;<br />
&#8220;Sim, você está gorda.&#8221;<br />
&#8220;Sim, ela é muito mais bonita que você. E mais gostosa também.&#8221;<br />
&#8220;Não, eu não te amo.&#8221;<br />
&#8220;Sua comida me faz ter saudade do tempo que eu comia só miojo&#8221;<br />
&#8220;Vamos ao salão de cabelereiro onde você fez essa merda que eu quero o meu dinheiro de volta&#8221;<br />
&#8220;Olha, a uns 25 quilos atrás essa saia estaria boa em você.&#8221;<br />
&#8220;Sapato ortopédico está na moda?&#8221;<br />
&#8220;Porra, unhas vermelhas com estrelinhas brancas? Arranjou emprego num puteiro?&#8221;<br />
&#8220;Onde eu estava? Eu estava comendo a sua prima, que, aliás, to comendo desde o dia do enterro da sua tia!&#8221;<br />
&#8220;Não te liguei porque não tinha nada pra falar com você.&#8221;<br />
&#8220;Caralho, você precisa passar 3 vezes por TODAS as seções de roupa dessa loja?&#8221;<br />
&#8220;Não me lembro de ter dito &#8216;Estou precisando de um palpite&#8217;&#8221;.<br />
Então, moçoilas, muito cuidado com os seus desejos, pois a sinceridade fará muito mal a vocês.</p>
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