Estudo de caso: A Pochete.
22. January. 2009 por Salomão Valadão
Arquivado em Ultimos Posts, É bom ser homem

Em artigo anterior, abordei o Movimento Feminino Perverso (MFP), idéia abstrata de difícil entendimento. É mais ou menos como a Matrix: você só percebe a sua existência quando escapa dela. Pela dificuldade de explicar o conceito, talvez seja mais fácil pesquisar casos onde a influência do MFP ficou evidente – e poucas oportunidades expuseram tanto o nefasto movimento quanto o histórico fenômeno da extinção do uso da pochete.
Até o início dos anos 70, as mulheres tinham uma grande vantagem sobre os homens: usavam bolsas para carregarem seus badulaques. Nós, homens, entulhávamos os bolsos de nossas calças sociais, paletós e até das camisas (estas, com o maço de cigarros, a carteira de trabalho e o pente Flamengo). Com o advento das calças jeans, a coisa piorou – os bolsos eram menores e mais apertados. Aboliu-se o uso do paletó, disseminou-se a camiseta e perdemos mais alguns compartimentos para colocarmos o isqueiro, as chaves, documentos, lenço, canetas, carteira, canivete, talão de cheques, cartões de visita, óculos, etc – coisas comuns de se carregar à época.
A década de 70 trouxe uma esperança: a revolução hippie incorporou a bolsa na indumentária masculina. Mas a coisa não pegou bem. Além dos cabelos compridos, sandálias de couro e outros adereços originariamente femininos, uma bolsa a tiracolo nos deixava perigosamente parecidos com uma mulher. Para piorar, as mulheres hippies pararam de tomar banho e se tornaram mais parecidas com os homens, aumentando a confusão. A fim de se diferenciarem das mulheres, os adeptos da paz e do amor deixaram as barbas crescerem. Em resposta, as mulheres pararam de se depilar. E assim, por excesso de pelos, o movimento hippie chegou ao fim e as guerras continuam até os dias de hoje.
O fato era que a idéia de homem usar bolsa era ruim. Ainda nos anos 70, apareceu uma bolseta* diferenciada para o homem: a capanga – uma espécie de nécessaire munida de uma alça para levá-la no pulso. Além de ridícula, não era prática e foi responsável pela perda de muitos documentos e dinheiro, graças ao esquecimento constante dela pelos homens nos lugares que frequentavam. A idéia naufragou titanicamente.
Foi no final dos anos 70 que algum pesquisador (e não um estilista) adaptou um objeto que vinha de tempos antigos e solucionou de vez o problema, criando a pochete. O que o homem quer é manter os seus apetrechos à mão e de maneira que ele não os esqueça nos lugares onde vai. Carregar suas coisas na cintura sempre foi uma prerrogativa masculina. Ícones de macheza usaram formas primitivas ou especializadas de pochete: os caubóis e suas cartucheiras; os espadachins e suas bainhas; os mercadores medievais e suas bolsas de moedas de ouro presas ao cinto e até mesmo o Batman (o original de Bob Kane e não o Batiman-Feira-da-Fruta interpretado pelo Adam West), com o seu cinto de utilidades.
A pochete resolveu um problemão. De repente, tudo que você precisava estava ali, à mão. Haviam modelos variados, grandes e pequenos, com muitos ou poucos compartimentos e, qualquer que fosse a sua necessidade, você certamente encontrava algum adequado. Vazios, os bolsos das calças podiam enfim ser usados para se colocar aquilo para o qual eles foram originariamente idealizados: as mãos.
Infelizmente, esta não é uma história com final feliz. Para poder entender melhor o que aconteceu, é preciso falar um pouco sobre o MFP. A função primordial do maquiavélico movimento é manter os homens sob controle, subjugados. Para isso ele atua em diversas frentes: costumes, relacionamento, ciência, beleza, arte, cultura, etc. Quando o homem conseguiu se igualar às mulheres no que tange à capacidade de levar suas coisas consigo, elas orquestradamente reagiram, recusando-se a dar para quem ostentasse uma pochete na cintura. Foi um golpe baixo, primorosamente aplicado por todas as mulheres simultaneamente. Logo, em todos os lugares e mídias, se veiculava a idéia de que pochete era feio, pochete era brega, pochete era a encarnação do caramulhão na face da Terra. O suposto asco pelo artefato se espalhou pelas mulheres como rastilho de pólvora. Homem que usa pochete não pode comer ninguém – está condenado à punheta eterna.
O mais incrível é que os próprios homens foram contaminados pela ideologia antipochete. Logo, todos eles começaram a achar o acessório “cafona” e, aos poucos, foram deixando de usá-lo. Provando o quanto o MFP é poderoso, começaram a esquecer que um dia a portaram satisfeitos à cintura. Se você tem menos de 35 anos, já cresceu com a mente contaminada pelo antipochetismo, mas se tem mais, provavelmente está no grupo que sofreu a lavagem cerebral do MFP na época. Busque no fundo de sua memória, no umbral do inconsciente, e poderá se lembrar que um dia, num passado translúcido, você viveu momentos felizes, caminhando com as mãos nos bolsos e transportando seus objetos pessoais na cintura.
E assim, amigos, O MFP pôs fim a uma das melhores invenções que a humanidade já criou para o homem. Fomos obrigados a voltar a espremer as coisas em nossos bolsos. Agravando a situação, incorporamos telefone celular, pendrive, palmtop, ipod e câmera digital, aparelhos que, nos idos 70, pertenciam ao campo da ficção científica.
Seria o caso de começar um movimento pela volta das pochetes? Acho que não – seria uma batalha perdida, graças à nossa fragilidade frente às mulheres – elas podem ficar muito mais tempo sem sexo do que nós (em média, um homem adulto consegue conservar a sua lucidez por até 42 dias sem transar; mulheres não possuem lucidez, podendo ficar sem sexo indefinidamente).
Mas ainda temos uma última esperança. Do jeito que a coisa vai, muito em breve homens heterossexuais serão extremamente raros em nosso planeta. Neste dia, um homem portando uma pochete será identificado imediatamente como heterossexual genuíno e será disputado por mulheres desesperadas, que lhe oferecerão sexo em abundância em troca de furos na parede, trocas de pneus e assassinatos de baratas.
* Clássica piada ginasial: “O diminutivo de mala é maleta. Então, qual é o diminutivo de bolsa? E de punho?”
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Apêndice:
Pega no meu post e paga um pau!
Comentários comentados
ARTIGO: Como ser Homem – A escolha do mictório público adequado.
Pedro Nunes disse: A recomendação de nunca falar com estranhos é a mais importante. Já fui abordado mijando e é profundamente desagradável.
Salomão Valadão responde: Isto nunca me aconteceu. Eu fico imaginando como é que alguém puxa assunto nesta situação. “O tempo tá mudando, hein!”; “Mijar é bom pra caralho, né?”; “Puxa, o seu fluxo está MA-RA-VI-LHO-SO”
Wil disse: Vale a pena frisar que existe pelo menos uma mulher no mundo (e por motivos pessoais prefiro me abster de dizer quem é) que acredita que os homens deveriam abaixar a calça para mijar!!!
LuAn disse @Wil: Caraca velho… quem seria essa louca que diz uma sandice dessas?? ó_o
Salomão Valadão responde: Como disse o Jaime Alves em seu artigo “A Sinceridade”, “mulher, por default, fala muita bobabem“. Vamos ilustrar a situação para termos idéia do tamanho do absurdo:
O que seria isso? Doutor Manhattan replicando a si mesmo para mijar mais rápido? Cerimônia alternativa de entrega do Oscar? Faz o seguinte: imprime e manda pra ela por SEDEX.
LuAn disse: Por via das dúvidas sempre adoto a postura “cego, surdo e invisível” além de associar com a estratégia da bexiga Schumacher.
Salomão Valadão responde: Isto demonstra que as diretrizes básicas fazem parte do instinto heterossexual masculino. É um conhecimento inato.
HomemPedra disse: Invisível? NUNCA! Alguém pode te encoxar!
Salomão Valadão responde: Esclarecendo, antes que as pessoas façam bobagem: não é para ficar invisível de verdade.
ARTIGO: Como ser Homem – O uso da palavra “maravilhoso” por homens heterossexuais.
Yuri disse: Este texto ficou maravilhoso.
Pedro Nunes disse: E digo mais: MA-RA-VI-LHO-SO!
Salomão Valadão responde: Jaime, é melhor rever o quadro de colunistas deste site.
Satanás disse: Eu troco pela palavra espetacular… é bem mais machona!
Salomão Valadão responde: Este é um bom tema para o futuro: quais as palavras que podem substituir aquelas que devem ser evitadas? “Espetacular” é uma boa pedida (imagine um programa de TV chamado “Esporte Maravilhoso”…).
Angela disse: Eu concordo. E agora ficou mais perigoso ainda com a história do MARA…
Salomão Valadão responde: Sim, abreviar a palavra reveladora, ao contrário de amenizá-la, amplifica o seu poder, tornando-a superlativa. Sobre isso, está programado para o futuro um artigo sobre a GCGM (não me perguntem ainda do que se trata), que revela a origem deste tipo de coisa e muitas outras.
Mulher disse:
Valadão,
Texto legal, mas com todo respeito, acho que deveria ter menos exceções.
“O passe do Edmundo pro Rogério foi maravilhoso!” pega muito mal…
O que costumo ouvir dos “machos” por aí é:
“Caraaaaalho, o passe do Edmundo pro Rogério foi fooooda!!!!”
Ah, e quanto ao creme de aspargos…
A frase clássica: “Dona Felisberta, este creme de aspargos está ótimo! Lembra o da minha mãe!”
No geral, sugiro substituir maravilhoso por ótimo ou excelente (sem puxar o “leeeente”). Que a exceção seja apenas para os peitos da Fernanda e a Fender.
Salomão Valadão responde: Mulher, à primeira vista você parece ter razão, mas, como de costume, vocês mulheres não tem. Há alguns detalhes que lhe escaparam. Quando um homem diz “Caraaaaalho, o passe do Edmundo pro Rogério foi fooooda!!!!”, geralmente está vendo o jogo (no estádio ou na TV), é uma reação espontânea de alguém levado pela emoção do momento. Mas é preciso colocar a frase original no contexto correto: quando comentamos os jogos no boteco, tomando uma cerveja, não temos essa emoção toda. Pelo texto é difícil imaginar a entonação. Impondo a voz de forma masculina e agressiva, em volume superior às outras pessoas falando, é perfeitamente aceitável a frase “O passe do Edmundo pro Rogério foi maravilhoso!”. Pega mal não.
Quanto à frase “Dona Felisberta, este creme de aspargos está ótimo! Lembra o da minha mãe!”, acho que há um sério equívoco. “Ótimo” não tem o apelo da palavra esquisita. Se você disser “Este creme de aspargos está ótimo!”, vai conseguir, no máximo, uma mãe de gostosa satisfeita com o seu comentário. Mas se utilizar a frase como citada no texto original, terá dela o aval – quase um apelo – para comer a sua filha. Mas não é aí que está o equívoco e sim na frase seguinte: se você disser que o creme dela lembra o da sua mãe, esquece… Evite compará-la à sua mãe. O máximo que você pode fazer é comparar a sua mãe a ela: “Toda vez que minha mãe fizer creme de aspargos novamente, eu vou lembrar do da senhora e ficar com saudades”.
Quanto à Fender e aos peitos da Fernanda, concordamos. Aliás, você conhece a Fernanda?
ARTIGO: MFP – O Movimento Feminino Perverso
LuAn disse: Então amigos do “H.O.M.E.M.org” Uní-vos contra o MFP, e quem sabe num futuro próximo consigamos instruir e salvar nossa classe de uma vez por todas desse perverso movimento.
Salomão Valadão responde: Tornar-se ileso ao MFP só é possível através de um trabalho individual. É preciso autoconhecimento e conscientização, se livrar de idéias pré-concebidas e “consensuais” ligadas ao politicamente correto. Faz-se necessário um trabalho de interiorização para perceber a si mesmo e ter o insight de o quanto o MFP está limitando as suas ações. Quando isso acontece, é libertador; é como o final do primeiro filme da trilogia Matrix: você detem as balas no ar e pode voar!
Como ser Homem – A escolha do mictório público adequado.
9. January. 2009 por Salomão Valadão
Arquivado em Ultimos Posts, heterossexualidade básica
Deus deu à mulher o dom de gerar uma nova vida dentro de si; para compensar, deu ao homem a capacidade de mijar em pé. Este presente dos céus merece um artigo dedicado, que será publicado oportunamente. Mas, apesar de ser a terceira coisa mais legal que dá pra fazer com o pinto, mijar em pé cria situações que um leigo pode achar confusas e não saber imediatamente que decisão tomar. Estou me referindo à escolha do mictório mais adequado para mijar em banheiros públicos.
Os banheiros públicos masculinos, por economia de espaço ou dinheiro, nem sempre levam em consideração o desconforto de mijar ao lado de outro sujeito. O ideal seria que entre cada mictório houvesse um espaço de aproximadamente 2 metros e uma divisória alta e com profundidade suficiente para impedir a visão do vizinho, o que raramente ocorre. Melhor ainda se a divisória fosse alta o bastante para cobrir a cara do cara. Poucas coisas são mais desconfortáveis do que mijar, com o perdão do trocadilho, apertado, com olhos masculinos alheios olhando o seu pau. Como o mundo não é perfeito, a maior parte dos banheiros masculinos não possui divisórias e têm mictórios próximos uns aos outros, o que nos obriga a ter cautela no momento do mijão. O assunto é extenso e provavelmente você já pensou nisso – se tiver algo a acrescentar, seria desejável que você dividisse a sua experiência nos comentários ao final deste artigo. Se você for mulher, não tem a menor idéia do que estamos tratando aqui.
Existem muitas configurações possíveis de disposição de mictórios e pessoas mijando num banheiro público. Vamos usar aqui exemplos com 5 e 6 mictórios. Você deve estudar cada situação e entender o espírito da coisa para adaptar os seus conhecimentos para banheiros menores ou maiores.
Antes de estudar casos, vamos estabelecer algumas convenções para descrever o ambiente de estudo.

Na figura acima vemos 6 mictórios e a porta do banheiro. Vamos sempre numerar os mictórios da esquerda para a direita. No exemplo, o primeiro, o terceiro, o quarto e o quinto mictórios (M1, M3, M4 e M5) estão vagos; o segundo e o sexto (M2 e M6) estão ocupados. Para efeito de estudo, codificamos esta configuração como 010001p, onde “O” é um mictório vazio, “1″ é um mictório ocupado e “p” é a porta.
Configuração 1 (00000p):
00000pQue sorte, ninguém mijando! Você pode escolher qualquer um? Ops, não é bem assim! É preciso aprender as diretrizes básicas para a escolha correta do mictório mais adequado em um banheiro público.
As diretrizes são 5, aqui listadas por prioridade:
1) Escolha um mictório onde não haja outra(s) pessoa(s) mijando no(s) mictório(s) contíguo(s) ao seu.
2) Escolha um mictório que não ofereça possibilidade de alguém mijar de um dos lados do seu (isto é, os da ponta).
3) Escolha um mictório onde, caso alguém mais entre para mijar, este tenha opções mais prováveis do que o(s) mictório(s) contíguo(s) ao seu.
4) Escolha um mictório que fique o mais longe possível de outra pessoa mijando.
5) Escolha um mictório longe da porta.
Sendo assim, a escolha mais adequada nesta configuração é o mictório de número 1, que se encaixa nas diretrizes 1, 2, 3 e 5 e onde a 4 não se aplica.
Configuração 2 (10000p):
10000pPela diretriz número 1, optaríamos pelo M3, M4 ou M5;
Pela diretriz número 2, optaríamos pelo M5;
Pela diretriz número 3, optaríamos pelo M5, visto que existiria a boa opção M3 para mais alguém que entre para mijar;
Pela diretriz número 4, optaríamos pelo M5;
O mictório correto para se mijar nesta configuração é o M5 pois, apesar da diretriz 5 estabelecer que se deve optar por mictórios longe da porta, ela é superada em prioridade pelas vantagens das diretrizes anteriores.
Configuração 3 (10001p):
10001pEsta configuração não deixa dúvidas: M3 na cabeça. Na mesma categoria se encontram as configurações 10100p e 00101p (não abordadas neste artigo), que têm escolhas óbvias.
Configuração 4 (01001p):

01001p
Armadilha para leigos, esta configuração requer uma estratégia diferente. Será preciso aplicar a “Manobra Evasiva Temporária”: Finja que engasgou, que está com tosse, que vai arrumar o cabelo, que vai tirar um pedaço de comida do vão dos dentes do fundo e vá para a pia. Dê um tempo ali até que um dos caras se mande e só aí escolha normalmente o mictório adequado.
Há uma exceção para este caso: se você estiver apertado a ponto de molhar as calças, vá mijar adotando a postura de “Cego e Invisível”. Escolha o M1. Finja naturalidade, olhe fixamente para a parede, seja surdo, cego e mudo. Concentre-se no que está fazendo e esforce-se, pressionando a bexiga para mijar o mais rápido possível e cair fora dali.
Configuração 5 (00p100):
00p100
Para que você possa fazer a escolha certa, esta configuração ímpar exige muita atenção a detalhes. À primeira vista, a melhor opção pode parecer o M1. Não há ninguém no mictório ao lado, ele é na ponta e é o mais longe do sujeito em M3. Porém há um pequeno detalhe que define o mictório correto neste caso: verifique a posição da maçaneta da porta. Portas de banheiro geralmente abrem para dentro. Pela posição da maçaneta, a porta vai encobrir temporariamente a visão de M3, M4 e M5 de alguém que entre. A pessoa, a princípio, enxergará apenas M1 e M2 e deve tomar a decisão antes de perceber os outros mictórios. Se você estiver em M1, existe uma chance muito grande de um novo mijador ocupar M2. Neste caso, a diretriz 3 faz com que M5 seja a melhor opção.
Configuração 6 (000011p):
000011pHmmmm… configuração esquisita… Por via das dúvidas, Manobra Evasiva Temporária. Se estiver pra mijar nas calças, M1 com a postura “Cego e Invisível”.
Considerações finais.
Como foi dito anteriormente, o assunto é extenso e deve ser estudado com profundidade para que, em situações novas e inesperadas, possamos agir sem erros. A escolha do mictório adequado em banheiros públicos não resolve todos os problemas. Seguem alguns exemplos e dicas para relembrar sempre:
- Caso novos mijões entrem e outros saiam enquanto você mija, existe a chance da configuração mudar dramaticamente, colocando-o numa posição desconfortável ou até mesmo constrangedora. Nestes casos, a postura “Cego e Invisível” deve ser usada quase sempre.
- Nunca fale com estranhos!
- Escolher uma cabine com privada quando há mictórios razoáveis disponíveis, pode ser interpretado como vergonha do próprio pau.
- Nunca fique tempo demais no mictório – se preciso for, volte mais tarde pra mijar mais.
- Você pode até conversar com um amigo quando ambos estiverem mijando, desde que estejam sozinhos no banheiro e o mais distante possível um do outro, ocupando mictórios em extremidades opostas. Neste caso não é preciso assumir a postura “Cego e Invisível”, mas evitem olhar um para o outro – olhe para a parede, para o próprio pau, para o teto, etc.
Se você tem outras dicas, configurações difíceis ou qualquer outro assunto que deseja compartilhar ou receber orientações, utilize o nosso sistema de comentários. Mas, basicamente, siga as 5 diretrizes, esteja atento aos detalhes, mantenha o espírito preparado para lidar com o imprevisto e usufrua feliz do dom divino de mijar em pé.
Salomão Valadão
Pendentes
27. December. 2008 por Salomão Valadão
Arquivado em Explicando melhor
Gostaria de pedir desculpas às pessoas que estão tentando se juntar às minhas comunidades do orkut. Minhas comunidades são um fracasso porque não tem ninguém mais além de mim em todas elas. E não é por falta de interesse das pessoas. É que, a cada vez que alguém se junta a uma delas, o orkut me manda a seguinte mensagem:
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Infelizmente minhas comunidades nunca irão vingar, pois, obviamente, se me pedem para aprovar ou recusar “membros pendentes” eu recuso! O dia em que eu aceitar membros pendentes (ou eretos, que sejam), por favor, alguém me dê um tiro!
Como ser Homem – O uso da palavra “maravilhoso” por homens heterossexuais
19. December. 2008 por Salomão Valadão
Arquivado em Ficção Verdadeira, heterossexualidade básica
Por saber que muitos dos leitores e leitoras deste site não têm o hábito de ler os comentários, copio aqui, com pequenas adaptações, um deles feito por mim no artigo “Como reconhecer uma roubada“, de Jaime Alves. Aproveito a oportunidade para dar início a uma série de artigos entitulada “Como ser Homem”, para ser incluída em uma categoria a ser criada denominada “Heterossexualidade Básica”.
O uso da palavra “MARAVILHOSO” por homens heterossexuais.
A palavra maravilhoso é a mais importante das chamadas “palavras reveladoras”. São palavras que podem dizer muito mais de quem está falando do que palavras comuns. Outros exemplos de palavras reveladoras são “buffet”, “querida”, “Paris”, “jamais”, “divino”, entre outras, mas nenhuma delas tem a força da palavra “maravilhoso”. Houve uma vertente que defendia a palavra “horroroso” como tão ou mais importante que “maravilhoso”, mas estudos mais aprofundados situaram “horroroso” em segundo lugar, de longe!
O negócio é bem simples: há apenas 3 regras básicas para usar a palavra “maravilhoso”, mas é preciso tomar cuidado com as exceções da primeira regra. Vamos a elas:
1 – Evite usar a palavra o máximo possível.
- 1.a – Exceções:
- 1.a.a) Quando se referir a mulheres e partes de seus corpos. Ex.: “A Fernanda é maravilhosa!”, ou “A bunda da Fernanda é maravilhosa!”, ou ainda “Os peitos da Fernanda são maravilhosos!”.
- 1.a.a.a) Exceção da exceção: as partes maravilhosas da mulher não podem ser unhas ou cabelos;
- 1.a.b) Quando se referir a instrumentos musicais. Ex.: “A Fender Stratocaster é maravilhosa!”;
- 1.a.c) Quando se referir a lances e jogadas esportivas. Ex.: “A bicicleta do Romário foi maravilhosa!”, ou “O passe do Edmundo pro Rogério foi maravilhoso!”.
- 1.a.d) Para puxar o saco da sogra ou da mãe da mulher que você quer comer. Ex.: “Dona Felisberta, este creme de aspargos está maravilhoso!”.
- 1.a.a) Quando se referir a mulheres e partes de seus corpos. Ex.: “A Fernanda é maravilhosa!”, ou “A bunda da Fernanda é maravilhosa!”, ou ainda “Os peitos da Fernanda são maravilhosos!”.
2 – Nunca pronuncie a palavra em questão separando as sílabas e frisando cada uma delas.
- Exemplos: “A Fernanda é MA-RA-VI-LHO-SA!” ou “Dona Felisberta, este creme de aspargos está MA-RA-VI-LHO-SO!” ou ainda “O passe do Edmundo pro Rogério foi MA-RA-VI-LHO-SO”
3 – E nunca, em hipótese alguma, use a palavra em questão referindo-se a espécimes humanos do gênero masculino.
- Exemplos: “O Cláudio Adão foi um jogador maravilhoso” ou “O George Clooney é um ator maravilhoso” ou “Você é um amigo maravilhoso” ou ainda “… um sem fim de exemplos de homens maravilhosos”.
MFP – O Movimento Feminino Perverso
8. December. 2008 por Salomão Valadão
Arquivado em Ficção Verdadeira
- Porque, se eu não agisse assim, sentiria uma certa “culpa”.
- Porque está pressuposto que eu deva agir assim.
- Porque é minha vez.
- Porque ela conta que eu aja assim.
- Porque eu preciso ajudar.
- Porque é sacanagem.
- Porque, se eu fizer, ela pode fazer também.
Menos é Mais
24. November. 2008 por Salomão Valadão
Arquivado em Ficção Verdadeira, Verdades
É com muitos bons olhos que verifico este site masculino surgindo na internet. Não digo isso da boca para fora, e sim por acreditar que, embora pareça ser apenas mais um site do gênero, não será como tantos outros. O projeto me parece realmente voltado para o homem másculo, não o hétero de hoje em dia. É para o cara que não usa hidratantes após o banho, não faz peeling (o que quer que isso seja – nem sei se é assim que se escreve), não tem medo de barata, não gosta de “As Pontes de Madison” (shame on you, Clint!), não chora em público (aliás, homem não chora, ok?) e come mulher feia com desenvoltura.
A maioria das revistas e sites masculinos não são exatamente másculos. É isso que espero que este site seja: masculino, másculo e maiúsculo, pois não se encontra facilmente na rede um texto com o vigor das antigas. Quem sabe não se torne um oásis para nós, da minoria máscula.
Digo minoria máscula sabendo do que estou falando. Quem chama a comunidade gay de minoria, das três, uma: está enganado, está enganando ou não sabe fazer contas. Posso não ser um instituto de pesquisas, mas fazendo um cálculo aproximado, encontramos números surpreendentes. Acompanhe o meu raciocínio:
Por praticidade, vamos nos ater ao público homossexual masculino. Tomemos como universo a maior cidade do Brasil. Estima-se que em 2008, a parada gay de São Paulo levou três milhões de pessoas à avenida Paulista. 3.000.000! Ok, nem todos eram gays, nem todos eram homens, nem todos eram da cidade, nem todos eram adultos… – então vamos fazer estimativas baseadas em nosso chutômetro modelo SV-2008, abastecido com dados e impressões de pessoas que estiveram no evento.
Boa parte das pessoas presentes não era de São Paulo. O chutômetro mostra que eram aproximadamente 20% (acho o número um pouco elevado, afinal não acredito que havia um forasteiro em cada 5 pessoas. Enfim…). Seriam então 600.000 pessoas de fora.
Isso faz com que permaneçam 2.400.000 paulistanos na avenida. Alguns eram menores de 16 anos. Não que eu ache que a pessoa só se descobre gay após a esta idade, mas, para fazermos a conta final onde apenas consideraremos o universo dos paulistanos do sexo masculino maiores de 16 anos, devemos subtrair os que estão abaixo desta faixa etária. O SV-2008 calcula que havia cerca de 10% de menores de 16 anos por ali – 240.000 moleques de São Paulo. Sobram então 2.160.000.
Parte considerável destes não era realmente gay – e eu não consigo compreender o que estavam fazendo ali! Ok, mas quantos? Mais uma vez, o SV-2008 nos mostra a porcentagem de 10%. Sobram então 1.944.000.
Apesar de existirem praticamente o mesmo número de pessoas de cada sexo no mundo, quem esteve na parada garante que haviam muito mais gays do sexo masculino do que do feminino. Entre as pessoas gays, paulistanas, maiores de 16 anos que estavam presentes no evento, nosso chutômetro calcula que cerca de 35% eram mulheres.
Pronto. Chegamos ao primeiro número que nos interessa: 1.263.600 pessoas do sexo masculino, paulistanos, gays e maiores de 16 anos estavam na parada gay da cidade de São Paulo em 2008.
Agora precisamos considerar que nem todos os paulistanos gays foram à parada. Existe um universo grande deles que ainda não quis ou não pôde sair do armário – e este número é muito maior do que podemos imaginar! Neste ponto eu e o chutômetro SV-2008 chegamos a um acôrdo: apenas metade dos gays de São Paulo estavam no evento. Mas, como sei que é um dado chocante e a população não está preparada para aceitar este fato, vamos considerar que apenas 40% dos gays de São Paulo não foram á parada neste ano, ou seja, 842.400. Isto nos faz chegar ao segundo número que nos interessa: a quantidade de gays do sexo masculino e maiores de 16 anos que moram na cidade de São Paulo é de 2.106.000 indivíduos (calculando por baixo, segundo o SV-2008 e minhas estimativas).
E qual é o total de homens maiores de 16 anos que vivem na cidade de São Paulo? Segundo o site do TRE, existiam 8.198.282 de paulistanos aptos a votarem em São Paulo nas eleições de 2008. Metade destes são mulheres, o que nos faz chegar ao terceiro número que nos interessa: 4.099.141. Agora é só fazer a divisão:
2.106.000 / 4.099.141 = 0,51
Ou seja, pelos nossos cálculos, mais de 50% dos homens paulistanos maiores de 16 anos são gays. A cada 2 homens, um é gay! 51%. Este é um momento histórico – fomos ultrapassados!
É preciso reconhecer que a comunidade gay tem importância fundamental na sociedade atual, ocupando espaço em todas as áreas: profissional, cultural, religiosa, social, etc. O que não se esperava é que já fossem maioria entre os homens. É por isso que reivindico aqui o direito de chamar a minha turma de minoria máscula ou minoria hetero. E, ao mesmo tempo que parabenizo a comunidade gay pelos espaços conquistados, me solidarizo com as mulheres heterossexuais pela situação desfavorável que estão vivenciando e me coloco à disposição para ajudá-las a atravessar este momento difícil, oferecendo-lhes o meu email para eventuais auxílios que eu possa prestar: salomaovaladao@homem.org
Salomão Valadão.

