<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Homem.org&#187; Pedro Nunes</title>
	<atom:link href="http://homem.org/author/pedro/feed" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://homem.org</link>
	<description>Onde os homens são homens.</description>
	<lastBuildDate>Mon, 06 Feb 2012 16:35:45 +0000</lastBuildDate>
	<language>en</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
	<generator>http://wordpress.org/?v=3.3.1</generator>
<image>
  <link>http://homem.org</link>
  <url>http://homem.org/animated_favicon.gif</url>
  <title>Homem.org</title>
</image>
		<item>
		<title>Mea Nostras culpa</title>
		<link>http://homem.org/mea-nostras-culpa</link>
		<comments>http://homem.org/mea-nostras-culpa#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 18 Dec 2008 05:48:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pedro Nunes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Explicando melhor]]></category>
		<category><![CDATA[abismo]]></category>
		<category><![CDATA[burrice feminina]]></category>
		<category><![CDATA[burrice masculina]]></category>
		<category><![CDATA[guerra dos sexos]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://homem.org/?p=241</guid>
		<description><![CDATA[Rolou aí uma certa revolta feminina generalizada em decorrência de um texto publicado semana passada por um dos integrantes das fileiras da H.O.M.E.M. Quanto a isso, venho publicamente pedir desculpas: como membro desta Honrada Organização, a última coisa que quero fazer &#8211; e creio que meus companheiros seguem essa filosofia &#8211; é ofender ou desagradar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Rolou aí uma certa revolta feminina generalizada em decorrência de um texto publicado semana passada por um dos integrantes das fileiras da H.O.M.E.M. Quanto a isso, venho publicamente pedir desculpas: como membro desta Honrada Organização, a última coisa que quero fazer &#8211; e creio que meus companheiros seguem essa filosofia &#8211; é ofender ou desagradar o sexo oposto de alguma maneira. O objetivo deste blog não é, de forma alguma, acirrar ainda mais a guerra entre os sexos ou jogar lenha na fogueira das vaidades que queima entre homens e mulheres. Pelo contrário: é tentar trazer alguma luz aos incautos que, por inaptidão, imprudência ou imperícia, não sabem como lidar com as mulheres.</p>
<p>Não que eu seja um grande expert (e quem me conhece sabe que eu sou até meio amador), mas qualquer experiência compartilhada é válida, afinal.</p>
<p>Infelizmente, como qualquer iniciativa masculina nesse sentido, uma ou outra mensagem acaba sendo mal-interpretada, qualquer que seja a razão, e não estou aqui para crucificar um honrado companheiro. De todo modo, sendo este um blog escrito a várias mãos, opiniões podem &#8211; e vão &#8211; variar. Senti necessidade, portanto, de lançar aqui as minhas palavras a respeito do julgamento masculino sobre a inteligência feminina.</p>
<p>Em primeiro lugar, as mulheres não são burras em sua maioria. Existem, logicamente, mulheres burras, como existem homens que morreriam pastando se caíssem catando cavaco. Mas não acredito que seja uma característica cromossômica, como alguns homens gostam de insinuar (ou afirmar, em certos casos). Antes, considero culpa de um estúpido comportamento masculino a falta de foco de algumas mulheres em questões pelos homens consideradas como sendo indicadoras de intelecto.</p>
<p><center><a href="http://homem.org/wp-content/uploads/2008/12/babewithbook.jpg"><img title="babewithbook" src="http://homem.org/wp-content/uploads/2008/12/babewithbook-253x300.jpg" alt="" width="253" height="300" /></a><br />
<span style="font-size: xx-small;">Porque não existe gostosona burra que supere os encantos de uma mulher inteligente!</span></center></p>
<p>A maioria dos homens não exige inteligência de sua(s) mulher(es), apenas peitos empinados, bunda grande e coxas grossas. Tudo isso, de preferência, firme e à mostra. Inteligência é apenas uma peculiaridade, não um pré-requisito. Mulheres, por outro lado, exigem dos homens um bocado mais do que isso. Não basta chegar, é preciso chegar de forma esperta. Não é só dizer &#8220;Oi&#8221; e ficar esperando que ela leve a conversa adiante, é necessário dar um rumo interessante ao que se diz. Não basta querer, tem que fazer por onde. Dar o sangue, suar a camisa, correr atrás.</p>
<p>Homens desenham e constróem pontes, pilotam foguetes, desenvolvem mecanismos de propulsão, submarinos, GPS, televisores de plasma. Homens quebram a cabeça para descobrir como bombar sementes, criar água a partir do nada, transformar anéis de latas de refrigerante em ouro puro. Homens se esfalfam em todas as áreas das ciências e da artes por uma razão muito simples: mulheres.</p>
<p>Ninguém quer pilotar um jato experimental que voa no subespaço entre as dimensões a cinqüenta vezes a velocidade do som! Ninguém quer entrar numa cápsula cheia de toneladas de combustível e acender aquela trolha para dar a volta na lua! Ninguém quer operar uma britadeira sobre as vigas oscilantes do septuagésimo terceiro andar de um arranha-céu em construção! Ninguém quer flutuar no vácuo espacial, apertando os parafusos de um satélite em órbita ou  descobrir meios de atravessar um despenhadeiro sobre um rio infestado de crocodilos apenas para levar até o outro lado as cordas necessárias para a construção de uma ponte rústica de madeira! Nós lutamos essas batalhas absurdas, cada homem enfrenta seus demônios desde tempos imemoriais por uma razão simples: tentar convencer uma mulher a sair com ele! E quanto mais difícil a mulher, maior a tarefa à qual o infeliz se submete! Sir Edmund Hillary, o primeiro homem a escalar o Monte Everest, provavelmente era apaixonado por uma neozelandesa que dispensava a ele tratamento tão gélido que tornava a idéia de escalar aquela monstruosidade geológica, com todos os seus perigos, um passeio no parque. Por trás de cada grande feito, cada gloriosa obra de arte, o que existe é isso: um homem querendo comer uma mulher.</p>
<p>Porque é isso que as mulheres fazem: exigem, solicitam, pedem, mandam e desmandam. E por mais que nós nos gabemos para nossos amigos desses feitos absurdos, todos eles sabem que o mérito não é nosso, mas de vocês. Vocês nos convenceram a isso, ainda que não tenham dito nada. Nós nos convencemos a arriscar nosso pescoço das mais variadas formas, porque talvez, só talvez, isso faça aquela vizinha gostosa que nunca nos deu a menor pelota considerar a possibilidade de lembrar o nosso nome (e quem sabe nos dar o número do telefone&#8230;).</p>
<p>E o que uma mulher precisa fazer para convencer um homem a ter uma ereção, tirar as roupas e ir para a cama com ela? Geralmente, mostrar os peitos é suficiente.</p>
<p>Nós não exigimos nada das mulheres! Tudo o que os homens vêm ensinando às suas filhas, irmãs, sobrinhas e primas, desde que o mundo é mundo, é que elas não têm que ler, se informar, pensar de forma crítica e saber dialogar. Toleramos mulheres fúteis, vazias, que não sabem discutir nada além do último episódio da novela das 8 ou a vida sexual do povo da casa da frente só por que têm peitos antigravitacionais, e depois ficamos com esse papinho machista de que as mulheres são burras? Ensinamos às meninas, desde pequenas, que o que elas precisam é ser suficientemente gostosas pra arranjar um marido cheio da grana e ajudar a família a encher a burra de dinheiro e esperamos que saia, desse angu, que tipo de caroço?</p>
<p>É <strong>POR ISSO</strong>, e não por uma suposta deficiência intelectual latente, que os grandes feitos femininos só passaram a ser documentados com certa assiduidade nos últimos anos: porque as mulheres suficientemente espertas a ponto de ver além dessas cobranças superficiais, a ponto de querer algo maior que a típica vidinha &#8220;confortável&#8221; de dona-de-casa, a ponto de acreditar que elas também podem traçar metas e cumprir objetivos absurdos conseguiram o direito de fazer isso e vêm fazendo, desde então.</p>
<p>Mulheres não são burras, homens são idiotas e fáceis de agradar. E homens idiotas com critérios superficiais incentivam mulheres a serem idiotas e superficiais. E existem muitas mulheres superficiais porque a maioria dos homens é idiota e superficial. É um ciclo. Se cada guria que dissesse &#8220;seje&#8221; ou que não entendesse referências literárias simples levasse um gelo ao demonstrar a vastidão de sua ignorância indômita &#8211; porque ela nunca se propôs a domar, ocupada que estava em descobrir novos sutiãs pra levantar os peitos e calças de empinar bunda -, independentemente de seu grau de beleza, garanto que a maior parte das mulheres se esforçaria muito mais do que se esforça na busca do conhecimento e do desenvolvimento intelectual.</p>
<p>O problema é que a maioria dos homens também fala &#8220;seje&#8221;, &#8220;menas&#8221;, não sabe ler ou escrever e considera que conhecimento e desenvolvimento intelectual é saber explicar corretamente a regra de impedimento. Tudo isso, no fim das contas, resume-se a um conceito simples, que, neste caso, caminha nos dois sentidos: só há mercado porque há demanda.</p>
<p>Mas saibam, mulheres inteligentes (com ou sem belos decotes, com ou sem bunda grande, com ou sem coxas fornidas), que há quem as aprecie pelo que vocês têm na cabeça, não pelo que têm na calcinha! Para esses homens, o que liga, mais do que o comprimento da sua saia ou a cor da sua lingerie, é sua inteligência, seu conhecimento e seu senso de humor. Nada mais lindo, no universo e ao redor dele, do que uma mulher com senso de humor!</p>
<p>Porque se uma gostosa de propaganda de cerveja é pra comer, uma gostosa de propaganda de cerveja capaz de fazer citações de Monty Python e discutir o paradoxo do Tostines numa mesa de bar é pra casar!</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://homem.org/mea-nostras-culpa/feed</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Colonialismo</title>
		<link>http://homem.org/colonialismo</link>
		<comments>http://homem.org/colonialismo#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 16 Dec 2008 03:01:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pedro Nunes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ficção Verdadeira]]></category>
		<category><![CDATA[conversa]]></category>
		<category><![CDATA[teorias]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://homem.org/?p=224</guid>
		<description><![CDATA[- Escuta, não é hoje o aniversário daquela mina lá, não? - Existem muitas “minas”, meu ambíguo camarada. A qual te referes? - Àquela que você disse que tava “namorando”. - Falas da esfuziante Cristina, obscuro amigo? - Essa aí! - Deixe-me esclarecer que sua tentativa de implicar que minhas informações sobre o namoro eram [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>- Escuta, não é hoje o aniversário daquela mina lá, não?<br />
- Existem muitas “minas”, meu ambíguo camarada. A qual te referes?<br />
- Àquela que você disse que tava “namorando”.<br />
- Falas da esfuziante Cristina, obscuro amigo?<br />
- Essa aí!<br />
- Deixe-me esclarecer que sua tentativa de implicar que minhas informações sobre o namoro eram meramente devaneios são grosseiras, para dizer o mínimo! Estamos namorando de fato!<br />
- Não estamos nada!<br />
- Dizia de mim e dela, caro galhofeiro!<br />
- Tá, tanto faz. Não é hoje o aniversário da guria?<br />
- Sua informação é verdadeira, ó, bem-informado colega.<br />
- E você tá aqui, nesse boteco, comigo, fazendo o quê?<br />
- Ora! Degustando esta deliciosa bebida produzida a partir da fermentação de cereais maltados, obtuso comparsa.<br />
- Você entendeu! Aniversário da sua menina e você aqui, comigo, em vez de estar com ela?<br />
- Não entendo sua estupefação, meu pasmo parceiro.<br />
- Não entende? Você compreende que uma das diretrizes mais básicas do implícito contrato de mutualidade conhecido como “namoro” diz que os aniversários devem ser passados JUNTOS?<br />
- Você me decepciona, meu tacanho amigo!<br />
- Imagino o quanto&#8230;<br />
- Permita-me ilustrar melhor a situação para seu simplório conhecimento, atônito rapaz. Estudaste história?<br />
- É claro que sim.<br />
- Pense, então, em termos de colonialismo europeu. Nós, homens, somos as pequenas metrópoles européias: desenvolvidas, civilizadas, refinadas, porém limitadas.<br />
- Sei.<br />
- As mulheres, por outro lado, são os continentes desconhecidos. Vastos, belos, de abundantes riquezas, as mais variadas e sedutoras possíveis. São, entretanto, incivilizadas, indômitas e, por vezes, assustadoras.<br />
- Tô entendendo.<br />
- Agora imagine nossas tentativas de aproximação como as antigas naus espanholas e portuguesas dos séculos XVI e XVII tentando cruzar o oceano infinito à procura de bens necessários. Nossa conversa sendo a embarcação. É preciso deixá-la ágil, embora bem suprida. Deixá-la forte, mas com alguma fragilidade. Assim ela parte, segura diante do olho destreinado, mas claramente instável para os entendidos do assunto. Lançamo-las ao mar na esperança de chegar em terra e, na maior parte das vezes, naufragamos. Temos sucesso de vez em quando, porquanto somos exaustivamente insistentes.<br />
- “Porquanto” é foda, haja prolixidade!<br />
- Deixe-me com meu belo vocabulário! Como dizia, conquistamos, então, a tão sonhada colônia. Nossa primeira atitude é livrá-la de seus habitantes incivilizados e de hábitos pouco cristãos, por isso proibimos nossas namoradas de usar roupas curtas, freqüentar eventos onde reina a devassidão e a promiscuidade, coisas assim.<br />
- Certo.<br />
- A partir daí atraímos a confiança da população restante com badulaques e bugigangas de pouco valor, porém chamativas. Espelhinhos, colares e outras manufaturas de baixo custo. Distraímos sua atenção enquanto são evangelizados e submetidos à nossa vasta cultura.<br />
- Verdade.<br />
- Por fim, afastamos os possíveis invasores e declaramos nossa hegemonia sobre o território.<br />
- Saquei.<br />
- Até esse ponto, já sondamos todo o terreno, logicamente. Conhecemos suas reentrâncias, falhas geológicas e clima bem o suficiente para podermos trafegar por ali com relativa segurança.<br />
- Fato.<br />
- Começamos a explorar suas matérias-primas…<br />
- Tá falando das filhas das tias delas?<br />
- Não, meu confuso camarada. Falo de seus favores únicos, das coisas as quais, apesar de todo nosso avanço, não temos como nos auto-suprir, compreende?<br />
- Ah, sim. Os chupiscos, as trepadas e tal.<br />
- Sua falta de tato me constrange, caro troglodita, mas folgo em notar que entendes sutilezas.<br />
- Certo. E depois?<br />
- Depois apresentamos nosso novo território para as metrópoles aliadas. Damos aos dois a liberdade de estabelecer comércio apenas por nosso intermédio. O acesso irrestrito é nosso e somente nosso.<br />
- Justo. E então?<br />
- Bom, nesse ponto somos os senhores do castelo. Nossos soldados estão por ali, cuidando do território e prevenindo insurreições. Tudo o que temos a fazer é, como os monarcas que somos, deixar claro que, apesar da distância, estamos cientes de tudo o que se passa, ainda que não estejamos de fato.<br />
- Só pra não fugir desse teu paralelo maluco, ficar com a sua namorada no aniversário dela não seria uma maneira de deixar claro que o imperador e as legiões estão bem, quero dizer, que a metrópole está atenta ao que se passa na colônia?<br />
- Você se adianta, meu célere ouvinte. Quando nossa supremacia está finalmente estabelecida, temos que partir para novas terras. Ampliar o território. É possível tentar anexar áreas próximas, indo atrás de parentes e amigas delas, mas sabe-se que conflitos entre habitantes locais tornam quase impossível o sucesso em tal empreitada. O ideal é lançar ao mar as caravelas e aportar em novos costados.<br />
- Ok. E em que ponto você está?<br />
- Exatamente neste. No momento espero que minha nova colônia apareça. Meus navios já têm as velas enfunadas e as âncoras recolhidas. Só me falta estabelecer a rota.<br />
- Hm.<br />
- Estou considerando tomar posse dos territórios claudianos.<br />
- Cara, fala que nem gente, pelo amor de deus!<br />
- Meu desmemoriado aprendiz, lembra-se da Claudinha, aquela mui simpática senhorita que trabalha na videolocadora perto da minha casa? Então. Soube que ela costuma freqüentar este pândego ambiente onde, agora, nos encontramos.<br />
- Ah, sei. Mas acho que não é só ela, não.<br />
- Como assim?<br />
- Olha ali a Cristina chegando com um sujeito.<br />
- Mas hein?!<br />
- Pois é.<br />
- Porra, o que esse cretino tá fazendo com a minha namorada?<br />
- A mim faz parecer, estimado, atraiçoado, acornalhado camarada, que sua colônia encontrou um líder rebelde capaz de livrá-la do cruel jugo monárquico. Devo informá-lo que seus súditos, esta noite, estabelecerão comércio com outros mercados. Hurra! A Revolução triunfou! Bebamos a isso! Garçom, traz mais uma!<br />
- Bah.<br />
- E você fica chato pra caralho quando bebe, diga-se de passagem.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://homem.org/colonialismo/feed</wfw:commentRss>
		<slash:comments>7</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Gata e rato</title>
		<link>http://homem.org/gata-e-rato</link>
		<comments>http://homem.org/gata-e-rato#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 09 Dec 2008 09:49:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pedro Nunes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ficção Verdadeira]]></category>
		<category><![CDATA[comunicação]]></category>
		<category><![CDATA[conversa]]></category>
		<category><![CDATA[pegadas]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://homem.org/?p=129</guid>
		<description><![CDATA[- Você sabe que eu gosto de você. Ela o fitava com olhos lascivos, ouvindo tudo com a atenção desmedida que as mulheres dedicam aos homens quando estão interessadas em mais do que conversa. - Gosta? &#8211; e por &#8220;gosta?&#8221; ela queria dizer &#8220;Mostre o quanto&#8221;. - Claro que gosto. Eu já disse que gosto. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>- Você sabe que eu gosto de você.</em></p>
<p>Ela o fitava com olhos lascivos, ouvindo tudo com a atenção desmedida que as mulheres dedicam aos homens quando estão interessadas em mais do que conversa.</p>
<p><em>- Gosta?</em> &#8211; e por &#8220;gosta?&#8221; ela queria dizer &#8220;Mostre o quanto&#8221;.<br />
<em>- Claro que gosto. Eu já disse que gosto. Não disse?<br />
- Não sei. Disse?</em> &#8211; e com isso ela queria dizer &#8220;Quero te ouvir repetir&#8221;.<br />
<em>- Disse. Disse, sim.<br />
- Se você diz&#8230;</em> &#8211; e por &#8220;se você diz&#8230;&#8221; ela queria dizer &#8220;Seja mais enfático&#8221;.<br />
<em>- Digo: disse.<br />
- Então você diz que disse.</em> &#8211; com isso ela queria dizer que ele poderia fazer bem melhor.<br />
<em>- Digo. E, se não disse, acabei de dizer. E digo de novo: eu gosto de você.<br />
- Hm.</em></p>
<p>Esse &#8220;hm&#8221; não era um &#8220;hm&#8221; qualquer. Era um &#8220;hm&#8221; feminino. E &#8220;hm&#8221;&#8216;s femininos, como muitos outros grunhidos das mulheres, estão em uma categoria totalmente diferente de &#8220;hm&#8221;&#8216;s masculinos. Homens fazem &#8220;hm&#8221; simplesmente por preguiça de dizer &#8220;prossiga&#8221; ou para sinalizar que entenderam. Mulheres fazem &#8220;hm&#8221; por milhares de outras razões. Poder-se-ia escrever toda uma tese sobre o que esse &#8220;hm&#8221; queria dizer, mas seria dupla perda de tempo. Primeiro porque jamais chegaríamos a qualquer conclusão. Segundo porque perderíamos a seqüência do diálogo. Diremos apenas que o &#8220;hm&#8221; foi sugestivo e, por &#8220;sugestivo&#8221;, depreenda o leitor o que quiser.</p>
<p><em>- Você é inteligente.<br />
- Sou?</em> &#8211; e com isso, mais uma vez, ela pedia a ele para se empenhar mais no que dizia.<br />
<em>- É. Inteligente. Muito, muito inteligente.<br />
- Hmmm&#8230;</em> &#8211; esse foi mais longo, quase um ronronar. Com isso ela demonstrou clara satisfação.<br />
<em>- E nós nos damos bem.<br />
- Eu também acho.</em> &#8211; leia-se: &#8220;Mas podemos nos dar melhor&#8221;.<br />
<em>- Nos damos muito bem.<br />
- Concordo.</em> &#8211; e por &#8220;concordo&#8221; entenda-se &#8220;Estamos chegando onde eu quero&#8221;.<br />
<em>- Não tem como a gente se dar melhor que isso.<br />
- Aí eu já discordo.</em> &#8211; e com isso ela quer dizer &#8220;Cale a boca e eu te mostro&#8221;.</p>
<p>Ela fechava o cerco.</p>
<p><em>- Então. A gente se dá muito, muito bem.<br />
- Um-hum.</em> &#8211; e com isso ela quer dizer &#8220;Se você não fizer nada agora, eu faço&#8221;.<br />
<em>- Temos assunto em comum.<br />
- Temos.</em> &#8211; essa resposta seca significando &#8220;Se eu quisesse ver rodeios, ia pra Barretos.&#8221;<br />
<em>- Conversa pra horas a fio.<br />
- É.</em> &#8211; ou seja, &#8220;Cala a boca e beija logo!&#8221;.<br />
<em>- E você&#8230; bom, você é muito legal. Você sabe que eu te acho muito legal, não sabe?<br />
- Acha?</em> &#8211; e por &#8220;acha&#8221; ela quer dizer &#8220;Posso ser bem mais legal que isso&#8221;.<br />
<em>- Claro que acho. Eu acabei de dizer que acho.<br />
- É.</em> &#8211; e ela quer dizer &#8220;Vou te mostrar o quando eu sei ser legal&#8230;&#8221;<br />
<em>- Então.<br />
- Então.</em> &#8211; ela se aproxima, querendo dizer &#8220;Finalmente&#8221;.<br />
<em>- Eu te disse tudo isso porque eu queria&#8230; bom&#8230; eu queria te dizer uma coisa importante.<br />
- Diz.</em> &#8211; ela responde, num sussurro, e por &#8220;diz&#8221; ela quer dizer &#8220;Vai comer ou quer que embrulhe?&#8221;.<br />
<em>- Com tudo isso que a gente tem, que dá tão certo e tal&#8230;<br />
- Hm.</em> &#8211; Esse foi um raro &#8220;hm&#8221; definível, um gemido de antecipação.<br />
<em>- Ainda acho importante frisar que acho que nossa relação deve ser não carnal.<br />
- Não carnal?</em> &#8211; e com isso ela quer dizer &#8220;Mas&#8230; hein?&#8221;.<br />
<em>- Sim. E por &#8220;não carnal&#8221; eu quero dizer: TIRA A MÃO DA MINHA BUNDA, CARALHO!</em></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://homem.org/gata-e-rato/feed</wfw:commentRss>
		<slash:comments>3</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Questão de perspectiva</title>
		<link>http://homem.org/questao-de-perspectiva</link>
		<comments>http://homem.org/questao-de-perspectiva#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 28 Nov 2008 09:48:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pedro Nunes</dc:creator>
				<category><![CDATA[É bom ser homem]]></category>
		<category><![CDATA[barba]]></category>
		<category><![CDATA[beleza]]></category>
		<category><![CDATA[rusticidade]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://homem.org/?p=70</guid>
		<description><![CDATA[Valorizo as mulheres por um sem-número de motivos, mas, principalmente, por toda a ginástica que têm que fazer e por todo o sofrimento pelo qual precisam passar para se adequarem aos estranhos padrões estéticos da nossa sociedade. Já vi mulheres se machucarem fazendo a unha &#8211; coisa que acontece com freqüência, aliás &#8211; e não [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Valorizo as mulheres por um sem-número de motivos, mas, principalmente, por toda a ginástica que têm que fazer e por todo o sofrimento pelo qual precisam passar para se adequarem aos estranhos padrões estéticos da nossa sociedade.</p>
<p>Já vi mulheres se machucarem fazendo a unha &#8211; coisa que acontece com freqüência, aliás &#8211; e não é nada bonito. Dedos são locais com inúmeras terminações nervosas &#8211; muito sensíveis, portanto &#8211; e ferimentos nessa área são muito dolorosos.</p>
<p>Não sei &#8211; e pretendo morrer sem saber &#8211; qual a sensação de arrancar um punhado de pêlos do corpo utilizando plástico e cêra, mas tal prática não entraria numa lista dos 10 Grandes Prazeres Carnais escrita por mim. Provavelmente não constaria nem entre meus 1000 esportes favoritos.</p>
<p>Nunca aproximei um lápis do meu olho e prefiro não pensar em qual é a sensação quando, por qualquer motivo, sua mão treme e aquele objeto cutuca sua retina.</p>
<p>Não tenho que mudar minhas sobrancelhas (inclusive gosto delas) e não ficaria feliz em ter que me livrar dos pêlos existentes entre a esquerda e a direita, ou em ter que defini-las, pois gosto de seu aspecto descuidado. Também me agrada nunca ter que me preocupar se meus sovacos ou mamilos estão peludos.</p>
<p>Já fiquei com batom na boca após beijar mulheres mais vaidosas, e sei o quão desagradável é ter os lábios emborrachados e como pode ser ruim o gosto daquele negócio.</p>
<p>Isso tudo deixando plásticas à parte, é claro.</p>
<p>Sei que todo esse ritual é muito desagradável, mas não gostaria de ver um chumaço de pêlos toda vez que minha namorada erguesse o braço, nem de me deparar com 4 pernas peludas sobre a minha cama pela manhã. Duas por casal são suficientes, e que sejam as minhas. Fazer as unhas não é crucial, nem usar maquiagem, mas, quando se trata de bigode, só pode haver um: o meu.</p>
<p>É um pensamento machista, eu sei, mas entenda que pêlos são sinal de testosterona. E testosterona é sinal de masculinidade. Se minha mulher tem mais pêlos que eu, então é mais masculina que eu. Inadmissível! Meu instinto de macho alfa não permite ter alguém com mais testosterona do que eu zanzando pelo meu território.</p>
<p>Hein? Por que é que eu estou falando disso? Ah, é que toda vez que vou fazer a barba &#8211; sofrimento pelo qual passo só umas duas vezes por mês, já que sou preguiçoso e sempre deixo os pêlos crescerem a ponto de se tornarem um estorvo &#8211; penso em reclamar a respeito da tarefa. Aí olho para todos os cremes e loções e perfumes e apetrechos da minha madrasta e vejo que sou feliz.</p>
<p>Olha só, eu nem menstruo! Como adoro ser homem</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://homem.org/questao-de-perspectiva/feed</wfw:commentRss>
		<slash:comments>4</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Hora do café</title>
		<link>http://homem.org/hora-do-cafe</link>
		<comments>http://homem.org/hora-do-cafe#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 25 Nov 2008 08:42:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pedro Nunes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ficção Verdadeira]]></category>
		<category><![CDATA[contos]]></category>
		<category><![CDATA[mulher]]></category>
		<category><![CDATA[sinceridade]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://homem.org/?p=60</guid>
		<description><![CDATA[- Um café, por favor. E corrigiu: - Um expresso! Escolheu uma das mesinhas vazias, sentou-se mal e mal na banqueta. Sentia-se incomodado sobre aquela torre balançante, a base fina simplesmente não lhe inspirava confiança. Mantinha o pé esquerdo no chão, por via das dúvidas. Tirou da pasta que trazia a tiracolo um jornal muito [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>- Um café, por favor.</p>
<p>E corrigiu:</p>
<p>- Um expresso!</p>
<p>Escolheu uma das mesinhas vazias, sentou-se mal e mal na banqueta. Sentia-se incomodado sobre aquela torre balançante, a base fina simplesmente não lhe inspirava confiança. Mantinha o pé esquerdo no chão, por via das dúvidas.<br />
Tirou da pasta que trazia a tiracolo um jornal muito dobrado e pôs-se a ler, cotovelo apoiado na mesa, queixo apoiado na mão, resmungando qualquer coisa de tempos em tempos. O café chegou. Ele agradeceu a moça que trouxe e voltou a atenção para o jornal. Sem tirar os olhos da folha, sacou do bolso da camisa um maço de cigarros, tirou um com a boca e, enquanto tateava as calças em busca do isqueiro, cruzou olhares com uma garçonete mais velha, que parecia ser responsável pelo lugar. Com o cigarro pendendo no canto da boca, fez cara de criança surpreendida no meio de qualquer arte. Perguntou, sem-jeito:</p>
<p>- Não pode, né?</p>
<p>Ela meneou a cabeça, ainda mais sem-jeito, talvez por ter que negar a um cliente um prazer que não incomodaria ninguém – o lugar estava praticamente vazio, havia apenas um casal numa mesa suficientemente afastada, que sequer parecia notar a presença do homem, e uma moça, também distante, que o observava com certa ansiedade.</p>
<p>- Não pode, moço, tem aquela lei que proíbe. Eu também fico doida por um cigarrinho entre um café e outro, mas fazer o quê? Se aparecer um fiscal aqui, é multa na hora.</p>
<p>Sorriram um para o outro com ar tristonho, como quem identifica um cúmplice que cumpre pena na cela ao lado. Ela voltou ao que quer que estivesse fazendo, ele deixou de procurar o isqueiro. O cigarro permaneceu na boca, como estava, apagado, meio caído, ameaçando jogar-se no café. Qual suicida que, diante da impossibilidade de cumprir seu destino, preferisse morrer.<br />
A moça, aquela que o analisava ansiosamente à distância, veio até ele. Chegando por trás, disse com uma voz que destilava o venenoso desprezo da mulher traída:</p>
<p>- Olha só quem resolveu aparecer!</p>
<p>Ele a olhou com surpresa. O cigarro efetivamente caiu, errou o café por pouco. Nenhum dos dois se deu conta do fato.</p>
<p>- Nossa, você por aqui! Quanto tempo! &#8211; e imediatamente repreendeu-se, pensando “Será que não tinha nada pior para dizer?”. Um segundo depois, entretanto, pareceu lembrar-se de todo o relacionamento que tiveram – das discussões, em particular. Seu rosto tomou um certo ar de segurança e enfado. O dela permaneceu fuzilando-o.<br />
- Ai, que lindo! Ele é irônico! Quanto tempo, como vai você?</p>
<p>Falou como quem encontra um grande amigo, perdido há eras. Ele achou por bem ignorar o tom sarcástico da voz dela, na tentativa de conduzir o papo para outra situação além da que se avizinhava, potencialmente catastrófica:</p>
<p>- Eu vou bem, obrigado. E você?</p>
<p>Não deu certo. Ela permaneceu séria, falando gravemente, salivando fel:</p>
<p>- É mesmo muita cara-de-pau da sua parte falar comigo como se não tivesse acontecido nada!</p>
<p>Olhou em volta, buscando ajuda. Não havia ninguém, teria que se defender sozinho. Ela continuou.</p>
<p>- Você não teve a decência de me ligar!<br />
- E por que eu teria que te ligar?<br />
- Não me surpreende que você não saiba.</p>
<p>Esse ataque ferino aos seus conhecimentos das normas de interação com membros do sexo oposto – cartilha que já deveria ter sido escrita há eras, embora seja pouco provável que alguém a seguisse, visto que as variáveis são elevadas à enésima potência – tornou-o subitamente ofendido, acabando com seu ar simpático e jogando-o numa posição de contra-ataque:</p>
<p>- Foi você que terminou comigo!<br />
- Por isso mesmo!</p>
<p>Coçou a testa, reprimiu um palavrão que chegou a sair pela metade: …taqueopariu! Para ele, aquilo não tinha muita lógica. Considerava que o dispensado não deveria tornar a ligar, essa era uma obrigação do dispensante, quer por caridade, quer por vaidade (a fim de verificar o estrago causado por sua decisão). Ela, entretanto, seguia outro tipo de regra:</p>
<p>- E você não foi homem suficiente pra aceitar.<br />
- Como assim, não aceitei? Aceitei perfeitamente bem. Você disse “fim”, eu pensei “certo, então é o fim”. Toquei a vida.<br />
- Você entrou em ne-ga-ção! &#8211; falou sílaba por sílaba em tom de voz elevado, como se ele fosse surdo. Ou idiota. Ou um idiota surdo. Ele finalmente largou o jornal sobre o mármore frio da mesinha, aborrecido. O café esfriava. O cigarro da boca fora para a mesa, daí rolara para o colo dele, donde fora para o chão, pela perna esquerda estendida.<br />
- Não foi ne-ga-ção, foi a-cei-ta-ção.<br />
- E meus e-mails? Você recebeu?<br />
- Lógico que recebi.</p>
<p>Os olhos dela encheram-se de lágrimas. Disse com voz irritada e chorosa:</p>
<p>- E por que nunca respondeu?<br />
- Você disse claramente em todos eles que não queria que eu respondesse!<br />
- Mas você não entende nada? É incapaz de captar uma mensagem? Isso não era motivo para você ficar em silêncio!</p>
<p>Ele baixou a cabeça, correu as mãos pelos cabelos. Depois de seis meses de término, de paz, de distância e tranqüilidade, ali estavam os dois, em plena sessão de descarrego. Ele odiava sessões de descarrego, ela parecia adorar. Perguntou, como quem pede piedade:</p>
<p>- O que você quer de mim, afinal?<br />
- Minhas cartas.<br />
- Quer que eu devolva suas cartas?<br />
- Não seja idiota! Quero saber se você recebeu!<br />
- Ah! Também recebi.<br />
- E leu?<br />
- Li.<br />
- Leu todas?<br />
- Sim, li todas as suas cartas. Todas, todas.<br />
- Do começ…<br />
- Do começo ao fim!<br />
- E não vai dizer nada sobre o que eu escrevi pra você, as coisas que eu disse, minhas razões pra desistir da gente? Não vai me deixar saber o que você achou?<br />
- Parafraseando Roberto Carlos:<br />
- O cantor?<br />
- O cantor.</p>
<p>O olhar dela se acendeu com esperança. Ele, sempre tão insensível, estava na iminência de dizer algo realmente romântico, talvez até melodioso. Ele respirou fundo, soltou o ar lentamente, olhou-a nos olhos e, munido de toda sinceridade, soltou:</p>
<p>- Ri muito, bicho.</p>
<p>Ela ficou em silêncio por dez segundos. Dez segundos que duraram meia-hora. Uma hora. Quarenta dias e quarenta noites. Ficaram assim, olhos fixos um no outro. Ela, com toda a delicadeza de sua natureza feminina, esticou a mão, pegou a xícara de café e derramou no colo dele, que, temendo uma queimadura, assustou-se, quase caindo da banqueta (salvou-o a perna esquerda, firme no chão). À toa, porém: o líquido esfriara.<br />
Entre os dentes, querendo chorar, querendo gritar, querendo arrancar os cabelos &#8211; dela e dele -, ela sussurrou:</p>
<p>- E não volte a me procurar!</p>
<p>Ele ficou ali, enquanto ela se afastava pisando com força. Finalmente deu-se conta da ausência do cigarro na boca. Pegou outro, sequer pensou em procurar o primeiro. Olhou de novo para a garçonete.<br />
Ela se aproximou, sacou um isqueiro e acendeu o cigarro dele, usando-o em seguida para acender o seu. Soprou ruidosamente a fumaça do primeiro trago, olhou para a moça que sumia à distância, depois novamente para ele:</p>
<p>- Mulher é tudo louca, né?</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://homem.org/hora-do-cafe/feed</wfw:commentRss>
		<slash:comments>4</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>

