Falta de pegada?
19. January. 2009 por Eduardo S
Arquivado em Explicando melhor, Ultimos Posts

“Democracia demora e dá trabalho, melhor deixar que eu decido”; esse é o lema da minha vida.
Depois do post da semana passada, em que um leitor conclamava os machos a se unirem em torno de uma causa, essa semana resolvi dar voz a uma leitora, que nos traz uma contribuição internacional.
Antes de ler o seu relato, vale destacar que eu conheço a personagem. Ela é uma mulher realmente bonita e interessante. Ou seja, não é o desabafo de uma baranga!
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Ainda que queiramos nos enganar, não adianta, o sexo oposto é sempre o principal assunto que passa pelas nossas cabeças e que, conseqüentemente, está sempre presente em qualquer conversa entre amigos. Aqui em Barcelona, desde quando cheguei, esse tema tem estado mais presente do que nunca. Creio que isso se deve ao fato do sexo oposto aqui ser muito particular (tão particular que quase não tive acesso).
Inicialmente, antes de vir, pensei que a Espanha tinha um dos tipos de homens mais calientes do mundo, talvez pelo famoso cinema que nos fez acreditar nisso. Quando cheguei vim bastante feliz e animada com essa premissa e andava na rua com os olhos abertos e atentos para ver e não perder de vista os morenos-com-barba-por-fazer-e-cara-de-homem quando passassem. A verdade é que o tempo foi passando e eles ainda não cruzaram meu caminho na quantidade que eu esperava.
Pois é verdade, ter expectativas não é algo que deveríamos cultivar nos nossos seres. Conheci um par deles (não exatamente dos quais me referi anteriormente, mas que têm em comum o fato de serem daqui…), com os quais tive mais intimidade e posso falar algo com conhecimento de causa. Pareceu-me um pouco esquisito o grande gosto pela moda, cosmética e gastronomia e o quase-nulo conhecimento de mulheres. Ou seja, para temas de onde tem um bom lugar pra comer, como cuidar da pele e cabelo, sair com amigos etc eram muito bons; mas para olhar fixamente nos olhos, dizer que te quer, segurar sua mão com vontade, dizer o tesão que sente ou até entregar-se na cama, é algo que realmente ainda não vi.
Sim, pode ser pura má sorte, mas acho que tem algo no homem daqui (e digo mais do europeu de uma forma geral do que do espanhol em si) de uma falta de tato com o tema mulher-sexo. Agora, uma pergunta que fica no ar e que me dá um medo de arrepiar a espinha: isso é sinal de uma cultura conservadora que não os treinou para sentir e aplicar o tesão; ou os homens estão mudando de lado, como diríamos no vocabulário chulo?
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Depois dessa, acho que vou complementar meu lema: “Já que sou eu que decido, chega mais minha, minha nega!”.
Afinal, se as mulheres de lá estão passando por esse problema (falta de pegada), eu sou candidato a recebê-las aqui no Brasil ou ir visitá-las por lá! Vocês não?
Manifesto de um leitor
15. January. 2009 por Eduardo S
Arquivado em Ultimos Posts, heterossexualidade básica, É bom ser homem
Pouco antes de postar o meu texto semanal, recebi o e-mail abaixo de um leitor do site.
Bem, resolvi me solidarizar com o tema e divulgar a manifestação que me parece justa e adequada ao site da Honrada Organização Mundial dos Especialistas em Mulheres (H.O.M.E.M).
Amigos, barrigudos ou não, vamos para o bar, celebrar!
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Dia Internacional da barriga!
Você, homem, que está cansado de lutar contra a balança, que se olha no espelho e vê aquela barriguinha e inveja o vizinho que gosta de andar mostrando o abdômen bem definido etc, não fique triste. Lembre-se que o malhador ficou na academia por horas, lembre-se de quantas cervas ele evitou, guloseimas nem pensar, e tudo isto pra que? Pra ficar na frente do espelho se achando bonitão?
Chega de frescura!
O mundo inteiro sabe que mulher quer homem inteligente, carinhoso e principalmente rico. Por isso está sendo lançado o dia 15 de janeiro como o Dia Internacional da barriga.
Chega de ter a consciência pesada após beber aquela cervejinha, comer aqueles petiscos. Vamos lotar os bares e restaurantes, vamos derrubar todas as cervas e caipirinhas, comer aquela feijoada, macaxeira com charque, coxinhas e torresminhos. Vamos detonar aquela picanha gorda.
Salada o caralho!
Nosso Lema: “Mais vale um barrigudinho bom de cama, do que um gostosão fracassado”.
Nosso ídolo: “Homer Simpson”.
Nosso Dia: 15 de janeiro, Dia Internacional da barriga!
Coisas que elas esquecem
6. January. 2009 por Eduardo S
Arquivado em Ultimos Posts, É bom ser homem

Quando R. foi morar sozinho resolveu fazer uma coleção para se ocupar e preencher um pouco do vazio do seu pequeno AP. Para se motivar, escolheu colecionar canecas de Steinhaeger. Gostava de olhar para elas de vez em quando e lembrar de algumas bebedeiras com os amigos. Mas, pouco a pouco, outra coletânea, feita informalmente, foi se desenvolvendo.
Ela começou por conta da faxineira que ia ao AP toda semana. Quando a fase era boa, sempre achava algum objeto feminino perdido pela casa. Brincos, cordões, batons, prendedores de cabelo, óculos escuros… Como ela sabe que R. é bagunceiro e não transformista, os deixava numa caixinha, na gaveta que ele não usava, no armário. Nunca comentou nada e nem fazia brincadeirinhas. Superdiscreta.
Depois de um tempo, ele finalmente entendeu a lógica dela. Aquele espaço era o mais próximo da nécessaire em que ele guardava as camisinhas. O problema é que ele nunca sabia que objeto pertencia a qual garota.
Um dia, conversando comigo sobre isso, ele comentou que até acredita que uma ou outra “esquece de verdade” um objeto. Mas geralmente essas são as que lembram exatamente o que era e querem marcar de ir buscá-lo (golpe clássico).
“O problema é que boa parte delas parece realmente esquecer uma lembrancinha no quarto (ou no corredor, sala, não importa!). E aí, convenhamos, é uma péssima idéia pegar uma caixinha com objetos de mulher e perguntar pra cada uma que me visita se alguma dessas coisas é dela”, explicou, R.
Bem, pelo que eu já vi das que esqueceram e esquecem coisas lá em casa posso dizer o seguinte: as mais cara-de-pau escolheriam os melhores objetos pra si. Já teve uma que dormiu lá em casa e até perguntou se eu não tinha o perfume “de alguém”, para ela usar, porque tinha esquecido o dela. Outras, quando vêem as coisas que não são delas, ficam putiadas pra dizer o mínimo. Só algumas poucas dizem algo como “Isso aqui é meu. Aliás, aquela cueca bege lá em casa é sua?”. Desprendimento e bom humor, como eu gosto disso!
Por isso que quando uma me pergunta algo como “Por acaso eu deixei um blanche na sua casa?”. Mesmo que tenha deixado, sempre respondo “Não, deve ter sido na casa de outro”.
Sexo com amor
23. December. 2008 por Eduardo S
Arquivado em Ficção Verdadeira, Ultimos Posts

Conforme meus amigos e eu vamos ficando mais velhos, mais freqüentemente tenho escutado a frase “Ah, meus 20 anos”. Confesso que nunca entendi esse clima de saudosismo. Hoje tenho uma vida muito melhor e como muito mais gente do que naquele período. Então, do que eles têm tanta saudade?
Outro dia mesmo, num papo desses, puxado no boteco, junto com uma molecada mais nova, me lembrei de uma história dos meus 20 anos e da qual não me orgulho em nada. Para mim, ela é o exemplo perfeito que não adianta estarmos no ápice da forma física, sem a técnica e a tática necessárias. Entre uma cerveja e outra, contei como conheci uma garota chamada Cinthia, num encontro de estudantes. Essas ocasiões só existiam para mim com duas finalidades: viajar por preços módicos e pegação (não necessariamente nessa ordem). Na época tinha até um lema, “Conheça o Brasil com o movimento estudantil”.
- Naquela viagem para Belo Horizonte, fui surpreendido logo na chegada. Cara, não tenho frescura alguma com alojamentos, mas esse era um puta lugar, muito acima da média das salas de aula em que eu costumava dormir. Na hora até tive vontade de ligar para a namorada e falar como eu gostaria que ela estivesse ali para curtir aquele lugar comigo. Como bom filho da puta, acabei não telefonando e saindo para o bar que ficava anexo ao prédio.
Dentre várias candidatas a ‘Miss Delícia’ do encontro, elegi a ruivinha. Olhos verdes, decote mostrando as sardinhas nos seios e uma boca carnuda, que me deixou maluco desde o momento que a vi. Era a Cinthia. Ela estava sozinha no balcão, disse que esperava uma amiga que estava preparando uma oficina de surto artístico (?!?!).
Quando ela me contou aquilo, não contive o riso. Mas ao invés de se ofender pela amiga, ela apenas comentou “oficineiros não pagam o encontro”, também sorrindo. Era o sinal que eu precisava. Dali em diante a aproximação ficou bem mais fácil. Só que para o meu azar, a tal amiga chegou em seguida e ela teve que acompanhá-la. Tentei convencê-la de todas as formas a ficar mais tempo. Mas ela acabou me dando só um beijo e o telefone, dizendo “me liga amanhã”.
“Porra, que gala fraca”, disse o Abel, que estava comigo no bar. Tive que concordar com ele e adiantar que o pior estava por vir.
- Cara, passei o dia seguinte inteiro desconcertado, desconcentrado, sei lá, com a cabeça naquela mulher. Se normalmente eu já cagava solenemente pras palestras e reuniões da executiva, naquele dia então, nem se fala. Cheguei a cogitar ir na tal oficina, mas a pouca vergonha que eu ainda tinha e a cachaça com a galera me impediram.
De noite liguei, claro. Assim que ela atendeu, disse “Vamos nos encontrar”. Nem era uma pergunta, afirmei mesmo, com uma convicção que ela comentou que era muito interessante. Cara, fiquei com ela e foi sensacional. A mulher era gata, divertida, inteligente.
“Era a mulher perfeita!”, retrucou o Geraldo, debochando como de hábito.
- Claro que não. Não era perfeita. Sabe qual era o defeito? Bem grave: era pudica demais. Travada. Freio de mão puxado! Sabe por quê? No meio da madrugada, chapados, a gente foi até o alojamento dela e ficamos de amassos. A coisa foi esquentando, esquentando e ela, de repente, levanta e fala, com cara de assustada: “Você é ótimo, mas eu não acredito em sexo sem amor!”.
Ora, eu não ia perder a piada, aí respondi: “MAS EU TE AMO, GATA!”.
“Boa! Aí ela te deu!?”, perguntaram todos, com certeza que a resposta seria sim.
- Cara, acredita que ela se enfezou, me mandou embora e nunca mais falou comigo?
- Porra, que mal humorada!
Mentiras e cartas
Como diria o Dr. House: Everybody lies. Seja casado ou solteiro, homem ou mulher, as mentiras só mudam de contexto, mas preenchem os vazios que as chatas verdades deixam em nossas vidas. O lance é aprendermos a administrar isso de modo a não afetar nossa vida sexual!
Quando namoramos e somos muito certinhos (ou medrosos?), a gente mente porque quer manter meninas que gostam da gente por perto, só pra massagear o nosso ego.
Quando namoramos e não somos muito certinhos (ou medrosos?), traímos.
Quando somos solteiros, não temos que lidar com traições, apenas com as mentiras. Basta administrar as peguetes, quebretes (forma evoluída) e outros tipos de ficantes.
Cada um se organiza de uma forma. Eu prefiro deixar os fins de semana livres para conhecer garotas novas e sair com as peguetes tradicionais de segunda a sexta-feira. Quando ela adquire um status de quebrete, até rola de marcar algo no fim de semana. Mas essa condição privilegiada é só pra’quelas que eu não desejo transformar em pizza de calabresa no dia seguinte.
O mais difícil é evitar fazer uma cagada naquelas noites que se encaminham para o zero a zero e você começa a pensar. “Vou ligar pra alguma peguete-delivery”. Aí começamos a buscar os nomes na agenda, igualzinho a música do Gabriel Pensador.
É nessas horas eu sempre me pergunto: o que a maioria daqueles nomes estão fazendo ali!? Quem é Márcia, Carmen, Alice? E os apelidos? São ainda mais difíceis! Minha crença é que os piores são os que nascem partículas terminadas em “u”. Lu (ciana, zia, cianne…); Su (ellen, ely, zane…); Ju (lly, liana, lia…). Impossível lembrar!
Às vezes dá certo. Outras não. É, como diz um amigo meu: sexo é igual jogo de cartas; ou você tem uma boa dupla ou uma boa mão!
Aprenda a comer quieto!
11. December. 2008 por Eduardo S
Arquivado em Ficção Verdadeira
- Tu viu o jogo da Sharapova?
- Vi, ganhou de uma croata, acho que era croata… ela tá meio gorda, nem vi o jogo todo.
- Mas ela grita gostoso, imagina fodendo!
- Hum, verdade, hein. Falando “me come todinha, em russo”, deve ser um tesão!
- Tu já comeu gringa?
- Não, a mais gringa que eu comi foi uma menina de Roraima, num carnaval em Porto Seguro. Também comi uma menina que morou nos Estados Unidos, em Boston acho, mas aí não vale, né? Era brasileira.
- Brasileira que morou em Boston? Seu viado, tu comeu a minha irmã?! Nunca me falou!
- Pô cara, foi mal, achei que tu sabia. Todo mundo… quer dizer, deixa pra lá.
- Todo mundo sabia?
- Não… todo mundo comeu…
- Ah, porra, fala sério! Tá de saca com a minha cara!
- Não, porra, tô falando sério, ela já deu pra mim, pro Wilsinho, pro Russo, pro Róbson, pro Leandro…
- Caralho, não é possível, eu até desconfiava do Russo e do Leandro, mas ela já deu até pro Róbson! Tu tá de sacanagem com a minha cara!
- Tô não, maluco, sério mermo.
- Porra… e eu que achei que sabia comer quieto…
- Cara, comer quieto quem? Do pessoal, todo mundo sabe quem comeu quem, tu acha que é mais malandro que os outros?
- Não cara, é que eu sou discreto, sei fazer as coisas na encolha, já comi umas meninas aí que agora tão namorando…
- Ah, porra, tu acha que eu não sei? Tu já comeu a Fernanda, a Elisa, a Marcela, a Tina… aliás, você e todos nós!
- Sério? Todo mundo já comeu?
- Todo mundo! Comemos elas e a sua irmã!
- Caraio…

