Pendentes
27. December. 2008 por Salomão Valadão
Arquivado em Explicando melhor
Gostaria de pedir desculpas às pessoas que estão tentando se juntar às minhas comunidades do orkut. Minhas comunidades são um fracasso porque não tem ninguém mais além de mim em todas elas. E não é por falta de interesse das pessoas. É que, a cada vez que alguém se junta a uma delas, o orkut me manda a seguinte mensagem:
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Infelizmente minhas comunidades nunca irão vingar, pois, obviamente, se me pedem para aprovar ou recusar “membros pendentes” eu recuso! O dia em que eu aceitar membros pendentes (ou eretos, que sejam), por favor, alguém me dê um tiro!
Sexo com amor
23. December. 2008 por Eduardo S
Arquivado em Ficção Verdadeira, Ultimos Posts

Conforme meus amigos e eu vamos ficando mais velhos, mais freqüentemente tenho escutado a frase “Ah, meus 20 anos”. Confesso que nunca entendi esse clima de saudosismo. Hoje tenho uma vida muito melhor e como muito mais gente do que naquele período. Então, do que eles têm tanta saudade?
Outro dia mesmo, num papo desses, puxado no boteco, junto com uma molecada mais nova, me lembrei de uma história dos meus 20 anos e da qual não me orgulho em nada. Para mim, ela é o exemplo perfeito que não adianta estarmos no ápice da forma física, sem a técnica e a tática necessárias. Entre uma cerveja e outra, contei como conheci uma garota chamada Cinthia, num encontro de estudantes. Essas ocasiões só existiam para mim com duas finalidades: viajar por preços módicos e pegação (não necessariamente nessa ordem). Na época tinha até um lema, “Conheça o Brasil com o movimento estudantil”.
- Naquela viagem para Belo Horizonte, fui surpreendido logo na chegada. Cara, não tenho frescura alguma com alojamentos, mas esse era um puta lugar, muito acima da média das salas de aula em que eu costumava dormir. Na hora até tive vontade de ligar para a namorada e falar como eu gostaria que ela estivesse ali para curtir aquele lugar comigo. Como bom filho da puta, acabei não telefonando e saindo para o bar que ficava anexo ao prédio.
Dentre várias candidatas a ‘Miss Delícia’ do encontro, elegi a ruivinha. Olhos verdes, decote mostrando as sardinhas nos seios e uma boca carnuda, que me deixou maluco desde o momento que a vi. Era a Cinthia. Ela estava sozinha no balcão, disse que esperava uma amiga que estava preparando uma oficina de surto artístico (?!?!).
Quando ela me contou aquilo, não contive o riso. Mas ao invés de se ofender pela amiga, ela apenas comentou “oficineiros não pagam o encontro”, também sorrindo. Era o sinal que eu precisava. Dali em diante a aproximação ficou bem mais fácil. Só que para o meu azar, a tal amiga chegou em seguida e ela teve que acompanhá-la. Tentei convencê-la de todas as formas a ficar mais tempo. Mas ela acabou me dando só um beijo e o telefone, dizendo “me liga amanhã”.
“Porra, que gala fraca”, disse o Abel, que estava comigo no bar. Tive que concordar com ele e adiantar que o pior estava por vir.
- Cara, passei o dia seguinte inteiro desconcertado, desconcentrado, sei lá, com a cabeça naquela mulher. Se normalmente eu já cagava solenemente pras palestras e reuniões da executiva, naquele dia então, nem se fala. Cheguei a cogitar ir na tal oficina, mas a pouca vergonha que eu ainda tinha e a cachaça com a galera me impediram.
De noite liguei, claro. Assim que ela atendeu, disse “Vamos nos encontrar”. Nem era uma pergunta, afirmei mesmo, com uma convicção que ela comentou que era muito interessante. Cara, fiquei com ela e foi sensacional. A mulher era gata, divertida, inteligente.
“Era a mulher perfeita!”, retrucou o Geraldo, debochando como de hábito.
- Claro que não. Não era perfeita. Sabe qual era o defeito? Bem grave: era pudica demais. Travada. Freio de mão puxado! Sabe por quê? No meio da madrugada, chapados, a gente foi até o alojamento dela e ficamos de amassos. A coisa foi esquentando, esquentando e ela, de repente, levanta e fala, com cara de assustada: “Você é ótimo, mas eu não acredito em sexo sem amor!”.
Ora, eu não ia perder a piada, aí respondi: “MAS EU TE AMO, GATA!”.
“Boa! Aí ela te deu!?”, perguntaram todos, com certeza que a resposta seria sim.
- Cara, acredita que ela se enfezou, me mandou embora e nunca mais falou comigo?
- Porra, que mal humorada!
Como ser Homem – O uso da palavra “maravilhoso” por homens heterossexuais
19. December. 2008 por Salomão Valadão
Arquivado em Ficção Verdadeira, heterossexualidade básica
Por saber que muitos dos leitores e leitoras deste site não têm o hábito de ler os comentários, copio aqui, com pequenas adaptações, um deles feito por mim no artigo “Como reconhecer uma roubada“, de Jaime Alves. Aproveito a oportunidade para dar início a uma série de artigos entitulada “Como ser Homem”, para ser incluída em uma categoria a ser criada denominada “Heterossexualidade Básica”.
O uso da palavra “MARAVILHOSO” por homens heterossexuais.
A palavra maravilhoso é a mais importante das chamadas “palavras reveladoras”. São palavras que podem dizer muito mais de quem está falando do que palavras comuns. Outros exemplos de palavras reveladoras são “buffet”, “querida”, “Paris”, “jamais”, “divino”, entre outras, mas nenhuma delas tem a força da palavra “maravilhoso”. Houve uma vertente que defendia a palavra “horroroso” como tão ou mais importante que “maravilhoso”, mas estudos mais aprofundados situaram “horroroso” em segundo lugar, de longe!
O negócio é bem simples: há apenas 3 regras básicas para usar a palavra “maravilhoso”, mas é preciso tomar cuidado com as exceções da primeira regra. Vamos a elas:
1 – Evite usar a palavra o máximo possível.
- 1.a – Exceções:
- 1.a.a) Quando se referir a mulheres e partes de seus corpos. Ex.: “A Fernanda é maravilhosa!”, ou “A bunda da Fernanda é maravilhosa!”, ou ainda “Os peitos da Fernanda são maravilhosos!”.
- 1.a.a.a) Exceção da exceção: as partes maravilhosas da mulher não podem ser unhas ou cabelos;
- 1.a.b) Quando se referir a instrumentos musicais. Ex.: “A Fender Stratocaster é maravilhosa!”;
- 1.a.c) Quando se referir a lances e jogadas esportivas. Ex.: “A bicicleta do Romário foi maravilhosa!”, ou “O passe do Edmundo pro Rogério foi maravilhoso!”.
- 1.a.d) Para puxar o saco da sogra ou da mãe da mulher que você quer comer. Ex.: “Dona Felisberta, este creme de aspargos está maravilhoso!”.
- 1.a.a) Quando se referir a mulheres e partes de seus corpos. Ex.: “A Fernanda é maravilhosa!”, ou “A bunda da Fernanda é maravilhosa!”, ou ainda “Os peitos da Fernanda são maravilhosos!”.
2 – Nunca pronuncie a palavra em questão separando as sílabas e frisando cada uma delas.
- Exemplos: “A Fernanda é MA-RA-VI-LHO-SA!” ou “Dona Felisberta, este creme de aspargos está MA-RA-VI-LHO-SO!” ou ainda “O passe do Edmundo pro Rogério foi MA-RA-VI-LHO-SO”
3 – E nunca, em hipótese alguma, use a palavra em questão referindo-se a espécimes humanos do gênero masculino.
- Exemplos: “O Cláudio Adão foi um jogador maravilhoso” ou “O George Clooney é um ator maravilhoso” ou “Você é um amigo maravilhoso” ou ainda “… um sem fim de exemplos de homens maravilhosos”.
Mentiras e cartas
Como diria o Dr. House: Everybody lies. Seja casado ou solteiro, homem ou mulher, as mentiras só mudam de contexto, mas preenchem os vazios que as chatas verdades deixam em nossas vidas. O lance é aprendermos a administrar isso de modo a não afetar nossa vida sexual!
Quando namoramos e somos muito certinhos (ou medrosos?), a gente mente porque quer manter meninas que gostam da gente por perto, só pra massagear o nosso ego.
Quando namoramos e não somos muito certinhos (ou medrosos?), traímos.
Quando somos solteiros, não temos que lidar com traições, apenas com as mentiras. Basta administrar as peguetes, quebretes (forma evoluída) e outros tipos de ficantes.
Cada um se organiza de uma forma. Eu prefiro deixar os fins de semana livres para conhecer garotas novas e sair com as peguetes tradicionais de segunda a sexta-feira. Quando ela adquire um status de quebrete, até rola de marcar algo no fim de semana. Mas essa condição privilegiada é só pra’quelas que eu não desejo transformar em pizza de calabresa no dia seguinte.
O mais difícil é evitar fazer uma cagada naquelas noites que se encaminham para o zero a zero e você começa a pensar. “Vou ligar pra alguma peguete-delivery”. Aí começamos a buscar os nomes na agenda, igualzinho a música do Gabriel Pensador.
É nessas horas eu sempre me pergunto: o que a maioria daqueles nomes estão fazendo ali!? Quem é Márcia, Carmen, Alice? E os apelidos? São ainda mais difíceis! Minha crença é que os piores são os que nascem partículas terminadas em “u”. Lu (ciana, zia, cianne…); Su (ellen, ely, zane…); Ju (lly, liana, lia…). Impossível lembrar!
Às vezes dá certo. Outras não. É, como diz um amigo meu: sexo é igual jogo de cartas; ou você tem uma boa dupla ou uma boa mão!
Mea Nostras culpa
18. December. 2008 por Pedro Nunes
Arquivado em Explicando melhor
Rolou aí uma certa revolta feminina generalizada em decorrência de um texto publicado semana passada por um dos integrantes das fileiras da H.O.M.E.M. Quanto a isso, venho publicamente pedir desculpas: como membro desta Honrada Organização, a última coisa que quero fazer – e creio que meus companheiros seguem essa filosofia – é ofender ou desagradar o sexo oposto de alguma maneira. O objetivo deste blog não é, de forma alguma, acirrar ainda mais a guerra entre os sexos ou jogar lenha na fogueira das vaidades que queima entre homens e mulheres. Pelo contrário: é tentar trazer alguma luz aos incautos que, por inaptidão, imprudência ou imperícia, não sabem como lidar com as mulheres.
Não que eu seja um grande expert (e quem me conhece sabe que eu sou até meio amador), mas qualquer experiência compartilhada é válida, afinal.
Infelizmente, como qualquer iniciativa masculina nesse sentido, uma ou outra mensagem acaba sendo mal-interpretada, qualquer que seja a razão, e não estou aqui para crucificar um honrado companheiro. De todo modo, sendo este um blog escrito a várias mãos, opiniões podem – e vão – variar. Senti necessidade, portanto, de lançar aqui as minhas palavras a respeito do julgamento masculino sobre a inteligência feminina.
Em primeiro lugar, as mulheres não são burras em sua maioria. Existem, logicamente, mulheres burras, como existem homens que morreriam pastando se caíssem catando cavaco. Mas não acredito que seja uma característica cromossômica, como alguns homens gostam de insinuar (ou afirmar, em certos casos). Antes, considero culpa de um estúpido comportamento masculino a falta de foco de algumas mulheres em questões pelos homens consideradas como sendo indicadoras de intelecto.

Porque não existe gostosona burra que supere os encantos de uma mulher inteligente!
A maioria dos homens não exige inteligência de sua(s) mulher(es), apenas peitos empinados, bunda grande e coxas grossas. Tudo isso, de preferência, firme e à mostra. Inteligência é apenas uma peculiaridade, não um pré-requisito. Mulheres, por outro lado, exigem dos homens um bocado mais do que isso. Não basta chegar, é preciso chegar de forma esperta. Não é só dizer “Oi” e ficar esperando que ela leve a conversa adiante, é necessário dar um rumo interessante ao que se diz. Não basta querer, tem que fazer por onde. Dar o sangue, suar a camisa, correr atrás.
Homens desenham e constróem pontes, pilotam foguetes, desenvolvem mecanismos de propulsão, submarinos, GPS, televisores de plasma. Homens quebram a cabeça para descobrir como bombar sementes, criar água a partir do nada, transformar anéis de latas de refrigerante em ouro puro. Homens se esfalfam em todas as áreas das ciências e da artes por uma razão muito simples: mulheres.
Ninguém quer pilotar um jato experimental que voa no subespaço entre as dimensões a cinqüenta vezes a velocidade do som! Ninguém quer entrar numa cápsula cheia de toneladas de combustível e acender aquela trolha para dar a volta na lua! Ninguém quer operar uma britadeira sobre as vigas oscilantes do septuagésimo terceiro andar de um arranha-céu em construção! Ninguém quer flutuar no vácuo espacial, apertando os parafusos de um satélite em órbita ou descobrir meios de atravessar um despenhadeiro sobre um rio infestado de crocodilos apenas para levar até o outro lado as cordas necessárias para a construção de uma ponte rústica de madeira! Nós lutamos essas batalhas absurdas, cada homem enfrenta seus demônios desde tempos imemoriais por uma razão simples: tentar convencer uma mulher a sair com ele! E quanto mais difícil a mulher, maior a tarefa à qual o infeliz se submete! Sir Edmund Hillary, o primeiro homem a escalar o Monte Everest, provavelmente era apaixonado por uma neozelandesa que dispensava a ele tratamento tão gélido que tornava a idéia de escalar aquela monstruosidade geológica, com todos os seus perigos, um passeio no parque. Por trás de cada grande feito, cada gloriosa obra de arte, o que existe é isso: um homem querendo comer uma mulher.
Porque é isso que as mulheres fazem: exigem, solicitam, pedem, mandam e desmandam. E por mais que nós nos gabemos para nossos amigos desses feitos absurdos, todos eles sabem que o mérito não é nosso, mas de vocês. Vocês nos convenceram a isso, ainda que não tenham dito nada. Nós nos convencemos a arriscar nosso pescoço das mais variadas formas, porque talvez, só talvez, isso faça aquela vizinha gostosa que nunca nos deu a menor pelota considerar a possibilidade de lembrar o nosso nome (e quem sabe nos dar o número do telefone…).
E o que uma mulher precisa fazer para convencer um homem a ter uma ereção, tirar as roupas e ir para a cama com ela? Geralmente, mostrar os peitos é suficiente.
Nós não exigimos nada das mulheres! Tudo o que os homens vêm ensinando às suas filhas, irmãs, sobrinhas e primas, desde que o mundo é mundo, é que elas não têm que ler, se informar, pensar de forma crítica e saber dialogar. Toleramos mulheres fúteis, vazias, que não sabem discutir nada além do último episódio da novela das 8 ou a vida sexual do povo da casa da frente só por que têm peitos antigravitacionais, e depois ficamos com esse papinho machista de que as mulheres são burras? Ensinamos às meninas, desde pequenas, que o que elas precisam é ser suficientemente gostosas pra arranjar um marido cheio da grana e ajudar a família a encher a burra de dinheiro e esperamos que saia, desse angu, que tipo de caroço?
É POR ISSO, e não por uma suposta deficiência intelectual latente, que os grandes feitos femininos só passaram a ser documentados com certa assiduidade nos últimos anos: porque as mulheres suficientemente espertas a ponto de ver além dessas cobranças superficiais, a ponto de querer algo maior que a típica vidinha “confortável” de dona-de-casa, a ponto de acreditar que elas também podem traçar metas e cumprir objetivos absurdos conseguiram o direito de fazer isso e vêm fazendo, desde então.
Mulheres não são burras, homens são idiotas e fáceis de agradar. E homens idiotas com critérios superficiais incentivam mulheres a serem idiotas e superficiais. E existem muitas mulheres superficiais porque a maioria dos homens é idiota e superficial. É um ciclo. Se cada guria que dissesse “seje” ou que não entendesse referências literárias simples levasse um gelo ao demonstrar a vastidão de sua ignorância indômita – porque ela nunca se propôs a domar, ocupada que estava em descobrir novos sutiãs pra levantar os peitos e calças de empinar bunda -, independentemente de seu grau de beleza, garanto que a maior parte das mulheres se esforçaria muito mais do que se esforça na busca do conhecimento e do desenvolvimento intelectual.
O problema é que a maioria dos homens também fala “seje”, “menas”, não sabe ler ou escrever e considera que conhecimento e desenvolvimento intelectual é saber explicar corretamente a regra de impedimento. Tudo isso, no fim das contas, resume-se a um conceito simples, que, neste caso, caminha nos dois sentidos: só há mercado porque há demanda.
Mas saibam, mulheres inteligentes (com ou sem belos decotes, com ou sem bunda grande, com ou sem coxas fornidas), que há quem as aprecie pelo que vocês têm na cabeça, não pelo que têm na calcinha! Para esses homens, o que liga, mais do que o comprimento da sua saia ou a cor da sua lingerie, é sua inteligência, seu conhecimento e seu senso de humor. Nada mais lindo, no universo e ao redor dele, do que uma mulher com senso de humor!
Porque se uma gostosa de propaganda de cerveja é pra comer, uma gostosa de propaganda de cerveja capaz de fazer citações de Monty Python e discutir o paradoxo do Tostines numa mesa de bar é pra casar!
Seleção Natural
17. December. 2008 por Rogerio B.
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Putz, acertei uma raivosa!
Caçar durante a noite é um exercício complicado. As mulheres andam em bando. Cinco, seis, sete, em uma só mesa. É necessário alguma técnica para identificar a exemplar mais saudável. Sabe assim? Estabelecer um primeiro contato como quem acaba de aterrisar em um disco-voador. Algo do tipo:
— E aí pessoas? Levem-me a sua líder.
O importante é levantar a poeira. Depois, é só esperar o estouro da manada para descobrir quem são as raivosas, as muito tontas, as desesperadas, as complicadas, as surtadas, as bem-humoradas e inteligentes (normalmente são as que ficam dando pulinhos curiosos de um lado para o outro sem saber se correm ou espiam mais um pouco). Feita a seleção natural, é só focar no alvo. Para que perder tempo correndo atrás de zebra se o bom mesmo é comer a gazela?
Colonialismo
16. December. 2008 por Pedro Nunes
Arquivado em Ficção Verdadeira
- Escuta, não é hoje o aniversário daquela mina lá, não?
- Existem muitas “minas”, meu ambíguo camarada. A qual te referes?
- Àquela que você disse que tava “namorando”.
- Falas da esfuziante Cristina, obscuro amigo?
- Essa aí!
- Deixe-me esclarecer que sua tentativa de implicar que minhas informações sobre o namoro eram meramente devaneios são grosseiras, para dizer o mínimo! Estamos namorando de fato!
- Não estamos nada!
- Dizia de mim e dela, caro galhofeiro!
- Tá, tanto faz. Não é hoje o aniversário da guria?
- Sua informação é verdadeira, ó, bem-informado colega.
- E você tá aqui, nesse boteco, comigo, fazendo o quê?
- Ora! Degustando esta deliciosa bebida produzida a partir da fermentação de cereais maltados, obtuso comparsa.
- Você entendeu! Aniversário da sua menina e você aqui, comigo, em vez de estar com ela?
- Não entendo sua estupefação, meu pasmo parceiro.
- Não entende? Você compreende que uma das diretrizes mais básicas do implícito contrato de mutualidade conhecido como “namoro” diz que os aniversários devem ser passados JUNTOS?
- Você me decepciona, meu tacanho amigo!
- Imagino o quanto…
- Permita-me ilustrar melhor a situação para seu simplório conhecimento, atônito rapaz. Estudaste história?
- É claro que sim.
- Pense, então, em termos de colonialismo europeu. Nós, homens, somos as pequenas metrópoles européias: desenvolvidas, civilizadas, refinadas, porém limitadas.
- Sei.
- As mulheres, por outro lado, são os continentes desconhecidos. Vastos, belos, de abundantes riquezas, as mais variadas e sedutoras possíveis. São, entretanto, incivilizadas, indômitas e, por vezes, assustadoras.
- Tô entendendo.
- Agora imagine nossas tentativas de aproximação como as antigas naus espanholas e portuguesas dos séculos XVI e XVII tentando cruzar o oceano infinito à procura de bens necessários. Nossa conversa sendo a embarcação. É preciso deixá-la ágil, embora bem suprida. Deixá-la forte, mas com alguma fragilidade. Assim ela parte, segura diante do olho destreinado, mas claramente instável para os entendidos do assunto. Lançamo-las ao mar na esperança de chegar em terra e, na maior parte das vezes, naufragamos. Temos sucesso de vez em quando, porquanto somos exaustivamente insistentes.
- “Porquanto” é foda, haja prolixidade!
- Deixe-me com meu belo vocabulário! Como dizia, conquistamos, então, a tão sonhada colônia. Nossa primeira atitude é livrá-la de seus habitantes incivilizados e de hábitos pouco cristãos, por isso proibimos nossas namoradas de usar roupas curtas, freqüentar eventos onde reina a devassidão e a promiscuidade, coisas assim.
- Certo.
- A partir daí atraímos a confiança da população restante com badulaques e bugigangas de pouco valor, porém chamativas. Espelhinhos, colares e outras manufaturas de baixo custo. Distraímos sua atenção enquanto são evangelizados e submetidos à nossa vasta cultura.
- Verdade.
- Por fim, afastamos os possíveis invasores e declaramos nossa hegemonia sobre o território.
- Saquei.
- Até esse ponto, já sondamos todo o terreno, logicamente. Conhecemos suas reentrâncias, falhas geológicas e clima bem o suficiente para podermos trafegar por ali com relativa segurança.
- Fato.
- Começamos a explorar suas matérias-primas…
- Tá falando das filhas das tias delas?
- Não, meu confuso camarada. Falo de seus favores únicos, das coisas as quais, apesar de todo nosso avanço, não temos como nos auto-suprir, compreende?
- Ah, sim. Os chupiscos, as trepadas e tal.
- Sua falta de tato me constrange, caro troglodita, mas folgo em notar que entendes sutilezas.
- Certo. E depois?
- Depois apresentamos nosso novo território para as metrópoles aliadas. Damos aos dois a liberdade de estabelecer comércio apenas por nosso intermédio. O acesso irrestrito é nosso e somente nosso.
- Justo. E então?
- Bom, nesse ponto somos os senhores do castelo. Nossos soldados estão por ali, cuidando do território e prevenindo insurreições. Tudo o que temos a fazer é, como os monarcas que somos, deixar claro que, apesar da distância, estamos cientes de tudo o que se passa, ainda que não estejamos de fato.
- Só pra não fugir desse teu paralelo maluco, ficar com a sua namorada no aniversário dela não seria uma maneira de deixar claro que o imperador e as legiões estão bem, quero dizer, que a metrópole está atenta ao que se passa na colônia?
- Você se adianta, meu célere ouvinte. Quando nossa supremacia está finalmente estabelecida, temos que partir para novas terras. Ampliar o território. É possível tentar anexar áreas próximas, indo atrás de parentes e amigas delas, mas sabe-se que conflitos entre habitantes locais tornam quase impossível o sucesso em tal empreitada. O ideal é lançar ao mar as caravelas e aportar em novos costados.
- Ok. E em que ponto você está?
- Exatamente neste. No momento espero que minha nova colônia apareça. Meus navios já têm as velas enfunadas e as âncoras recolhidas. Só me falta estabelecer a rota.
- Hm.
- Estou considerando tomar posse dos territórios claudianos.
- Cara, fala que nem gente, pelo amor de deus!
- Meu desmemoriado aprendiz, lembra-se da Claudinha, aquela mui simpática senhorita que trabalha na videolocadora perto da minha casa? Então. Soube que ela costuma freqüentar este pândego ambiente onde, agora, nos encontramos.
- Ah, sei. Mas acho que não é só ela, não.
- Como assim?
- Olha ali a Cristina chegando com um sujeito.
- Mas hein?!
- Pois é.
- Porra, o que esse cretino tá fazendo com a minha namorada?
- A mim faz parecer, estimado, atraiçoado, acornalhado camarada, que sua colônia encontrou um líder rebelde capaz de livrá-la do cruel jugo monárquico. Devo informá-lo que seus súditos, esta noite, estabelecerão comércio com outros mercados. Hurra! A Revolução triunfou! Bebamos a isso! Garçom, traz mais uma!
- Bah.
- E você fica chato pra caralho quando bebe, diga-se de passagem.
Para os desafetos de plantão
Quem nunca se pegou naquela situação bizarra de começar a sair com uma mulher e ter um psicopata ou uma louca no seu encalço por conta disso? As situações são várias, indo daquele antigo namorado ciumento a aquela ex sua em um repentino acesso de obsessão fatal. Mas não interessa, né? Em nenhum dos casos isso é bacana, mesmo se sua nova gata valer cada segundo do perrengue proporcionado por esses Kinder Ovos com Surpresa Macabra.
(ou você já sabia onde estava pisando quando começou sua nova investida? Ihhh…)
Às vezes essas malas-sem-alça precisam entender umas verdades. Que nem aquele japa maluco que ficou isolado em uma ilha durante a guerra e por isso não sabe que a parada já acabou faz tempo, é hora destes encararem a realidade. Se o lance anterior já acabou – e se os exemplos acima servem, é porque não foi bem você, alvo dessa picuinha maldita de outrem, quem vacilou na história) a parada é fazer que nem aquele aluno que não é nem o comedor de giz da frente da sala e nem o zoneiro lá do fundão: aprenda com seus erros e não os repita. Afinal de contas, a chance de seu relacionamento anterior ter ido pra Spica por conta de seus vacilos é beeeem grande…
(Sério, aprenda mesmo, porque lidar com vocês é chato pra caralho. Ô racinha.)
Seios ou não seios, eis o peitão!
15. December. 2008 por Jaime Alves
Arquivado em É bom ser homem
Como o perspicaz leitor já deve ter notado, aqui falaremos de Seios. Também conhecidos vulgarmente por mamas, tetas, peitos, etc. Esses termos chulos são uma ofensa à tão formoso objeto de desejo e deleite masculino.
Em alfarrábios encontrados nas proximidades do Mar Egeu, foi descoberta uma antiga lenda, da qual apresentamos uma tradução livre:
“Dizem que o Senhor após criar o homem, não ficou muito satisfeito. Pêlos por todo o corpo, muito rústico, todo reto, sem aerodinâmica nem formas harmoniosas. Daí voltou à prancheta e desenhou a mulher. (Podemos inferir que Deus foi o primeiro engenheiro, quando criou o homem, e também o primeiro arquiteto quando fez a mulher).
Ah, esse projeto foi seu orgulho. Formas generosas, pele macia, quadris arredondados e largos, lábios carnudos, coxas grossas, a estrutura óssea mais delicada, os músculos glúteos numa formação mais cuidadosa, cabelos compridos, a cintura mais afinada, mas… faltava algo. Alguma coisa que saltasse aos olhos, que a diferenciasse realmente de seu projeto anterior. Dai criou os seios. Arredondados, macios, volumosos, aconchegantes, aerodinâmicos, balançantes, quentes, levemente rígidos. Uma loucura !”.
Nós, da H.O.M.E.M., acreditamos que a criação dos seios é um dos maiores saltos na escala da evolução da humanidade e um dos argumentos aceitéveis da existência de um paraíso. De onde mais poderia ter vindo tão formosas e arrebatadoras dádivas ?
Os seios são praticamente o primeiro contato fisico que todo homem tem com o sexo. Após o primeiro beijo, que é relativamente fácil, o próximo ponto a ser conquistado são os seios. Acredito que você se lembra da luta que foi. A sua mão, distraída, como quem não quer nada, subindo devagarinho
pela barriga dela e… ela não deixava! Logo depois lá ia você de novo, mais uma investida naquele campo desconhecido, vagarosamente, dedo a dedo. Chegava naquela parte inferior do sutiã e lá vinha ela de novo te cortando. “Que merda!”, você praguejava. Mas não desistia. O prêmio era por demais cobiçado. E vamos novamente, mais um ataque. Após vários avanços, pois cada vez ela deixava você ir mais longe, finamente você enchia a mão! Aleluia! Viva! Nossa, como são macios! E ela dizia para você: “Mas só por cima da blusa, hein!” . Mas você, que não é besta, queria sentir o calor pulsante de um par de seios adolescentes nas suas mãos. Brinca com um botão aqui, desabotoa outro ali sem que ela notasse e pronto, já havia a brecha para o ataque. Lembra do toque de seus dedos naquela barriguinha lisinha? “Putz, se a barriga é assim, imagina ali em cima!” era o pensamento que lhe impulsionava para cima. Então, seus dedos, que adquiriram uma habilidade fora do comum, começavam a se infiltrar pela parte de baixo do sutiã, aquele branco de rendinhas. Para um garoto, a sensação do primeiro par de seios ao alcance das mãos tem um que de sagrado, chega quase a ser uma experiência religiosa. Ao se deitar naquela noite, revive todas as sensações, todos os passos, aquele toque morno e agradável, a pele lisa e macia, o rosto de prazer dela. “Puxa, mas se eu tivesse tentado com a boca…”. Pronto, dai não para mais, está adentrado no mundo do sexo. Mas é preciso um certo preparo psicológico para VER o primeiro par de seios que estejam ao alcance da boca. Muitos garotos já pensaram em casar-se ao se defrontar com eles.
É, amigos, o primeiro par de seios a gente nunca esquece.
P.S.: Antes que perguntem, a moça da foto se chama Yulia Nova, cá está o link para ver fotos dela no Google.
Como reconhecer uma roubada.
12. December. 2008 por Jaime Alves
Para um bom observador, são muitos sinais os quais indicam que uma mulher é uma roubada. Antigamente, você só poderia enxergar esses sinais após interagir por um tempo com a dita-cuja e, em muitos casos já seria tarde demais quando você obtivesse essa informação, pois as suas bolas já estariam estariam no comando e o fato dela escrever cartas usando sangue de pombos não lhe pareceria tão estranho.

“Tenho 32 gatos, sou estudante de Psicologia, fui uma grande imperatriz
bizantina na minhavida passada e sou Wicca desde criancinha!”
Mas graças aos avanços da cibernética e da oftalmologia gástrica, temos várias ferramentas de interação social a nossa disposição para uma pré-pesquisa, como o nosso bem conhecido Orkut, por exemplo.
Visitar o perfil da moça, ver suas fotos, ler os seus recados e testemunhos não lhe falam muita coisa, pois são informações que não lhe contam muito sobre ela e, pois quase sempre é apenas lista de elogios genéricos e babações de ovo.
O verdadeiro ouro se encontra nas comunidades que ela adicionou ao seu perfil. É lá que você encontrará pistas sobre o quão maluca é a guria que você deseja “conhecer” melhor.
Para facilitar a sua vida, essas comunidades são grandes sinalizadores de futuros problemas:
- Clarice Lispector
- Psicologia
- Gatos
- Ecologia
- Vidas Passadas
- Espiritualismo
- Cachorros e gatos de rua
- Adote um Gatinho
- Filhos de Gaia
- Amigos dos Animais
- Magos e Druidas
- Wicca and Witchcraft
- PETA
- Clube do Gato do Brasil
- Eu odeio galinhas!
- Anjos
- Vidas Passadas
- Os bichos têm alma?
Se a sua desejada faz parte de pelo menos três delas, sugiro a você diminuir seus esforços, pois essa ai, filhão, leva a sério o lance de ser maluca e você corre o risco de acordar no meio da noite com os seus genitais decepados dentro da sua boca!
P.S.: A foto da moça acima é apenas para ilustrar o quão dificíl seria o embate entre o desejo e a sapiência! Não sei nada sobre ela, apenas sei que é um fake do orkut. Acabei encontrando um fotolog como um monte de fotos da moça. Se alguém se interessar, peça nos comentários e eu o publicarei lá.

