Questão de perspectiva
28. November. 2008 por Pedro Nunes
Arquivado em É bom ser homem
Valorizo as mulheres por um sem-número de motivos, mas, principalmente, por toda a ginástica que têm que fazer e por todo o sofrimento pelo qual precisam passar para se adequarem aos estranhos padrões estéticos da nossa sociedade.
Já vi mulheres se machucarem fazendo a unha – coisa que acontece com freqüência, aliás – e não é nada bonito. Dedos são locais com inúmeras terminações nervosas – muito sensíveis, portanto – e ferimentos nessa área são muito dolorosos.
Não sei – e pretendo morrer sem saber – qual a sensação de arrancar um punhado de pêlos do corpo utilizando plástico e cêra, mas tal prática não entraria numa lista dos 10 Grandes Prazeres Carnais escrita por mim. Provavelmente não constaria nem entre meus 1000 esportes favoritos.
Nunca aproximei um lápis do meu olho e prefiro não pensar em qual é a sensação quando, por qualquer motivo, sua mão treme e aquele objeto cutuca sua retina.
Não tenho que mudar minhas sobrancelhas (inclusive gosto delas) e não ficaria feliz em ter que me livrar dos pêlos existentes entre a esquerda e a direita, ou em ter que defini-las, pois gosto de seu aspecto descuidado. Também me agrada nunca ter que me preocupar se meus sovacos ou mamilos estão peludos.
Já fiquei com batom na boca após beijar mulheres mais vaidosas, e sei o quão desagradável é ter os lábios emborrachados e como pode ser ruim o gosto daquele negócio.
Isso tudo deixando plásticas à parte, é claro.
Sei que todo esse ritual é muito desagradável, mas não gostaria de ver um chumaço de pêlos toda vez que minha namorada erguesse o braço, nem de me deparar com 4 pernas peludas sobre a minha cama pela manhã. Duas por casal são suficientes, e que sejam as minhas. Fazer as unhas não é crucial, nem usar maquiagem, mas, quando se trata de bigode, só pode haver um: o meu.
É um pensamento machista, eu sei, mas entenda que pêlos são sinal de testosterona. E testosterona é sinal de masculinidade. Se minha mulher tem mais pêlos que eu, então é mais masculina que eu. Inadmissível! Meu instinto de macho alfa não permite ter alguém com mais testosterona do que eu zanzando pelo meu território.
Hein? Por que é que eu estou falando disso? Ah, é que toda vez que vou fazer a barba – sofrimento pelo qual passo só umas duas vezes por mês, já que sou preguiçoso e sempre deixo os pêlos crescerem a ponto de se tornarem um estorvo – penso em reclamar a respeito da tarefa. Aí olho para todos os cremes e loções e perfumes e apetrechos da minha madrasta e vejo que sou feliz.
Olha só, eu nem menstruo! Como adoro ser homem
Interessante?
27. November. 2008 por Rogerio B.
Arquivado em Verdades
Homem só acha conversa de mulher interessante em duas hipóteses:
- Quando está apaixonado,
- Ou quando está conversando com uma amiga que conhece profundamente a literatura russa ou o cinema iraniano.
Na primeira opção o homem está completamente desprovido de qualquer senso prático, crítico, estético, filosófico ou seja lá o que for e já perdeu a noção de todas as coisas e dias e contas a pagar. Também passou a acreditar que o amor eterno não foi uma invenção francesa do final do século XI — ou início do século XII? Não importa. — e que uma criatura chamada Deus criou mesmo a vida e essa porcaria de universo. Como podem perceber, os franceses inventaram o amor eterno, o perfume e a champanhe. Só não inventaram a Disneylândia! Por muito pouco não ofereceram um passaporte completo para o mundo da fantasia. E Deus, que não estava apaixonado e não era francês, aparentemente entrou em desespero e criou “a vida e essa porcaria de universo” num momento de absoluto tédio ou falta de algo melhor para fazer. O que nos leva a segunda situação: conversar com uma amiga que conhece profundamente a literatura russa ou o cinema iraniano. O que resta para um homem em um sábado à noite, com chuva, sem nenhuma possibilidade de sexo, com preguiça ou sem paciência ou simplesmente abatido por uma repentina incapacidade de encontrar um programa melhor na televisão ou imaginar um outro universo? Conversar com uma amiga, claro!
Existe uma teoria que afirma que não existe possibilidade de amizade entre homens e mulheres, provocada por conflitos de interesses. Eu discordo. Esse tipo de teoria deve ter sido inventada na França no final do século XIII — ou início do século XIV? Não importa. — por um homem inseguro ou uma mulher muito feia. Pessoas resolvidas tem mais o que fazer do que ficar se comendo o tempo todo. É por isso que acredito que todo homem deveria ter duas mulheres na sua vida: 1) uma amante, por motivos óbvios e 2) uma amiga para aproveitar a companhia nos momentos desejados, as conversas em uma mesa de bar atravessando madrugadas, as datas de aniversários, viagens, a saudade ao telefone provocada pela distância, etc, etc, etc. Mas em hipótese alguma deve-se apaixonar por qualquer uma das duas. É frustração seguida de infelicidade e divórcio ou, para os acomodados, um relacionamento lentamente interminável sem sexo ou conversas interessantes. Um inferno, eu poderia afirmar se acreditasse em Deus ou no amor eterno ou levasse alguém para a cama em busca de conversas sobre a literatura russa ou o cinema iraniano.
Desejar uma mulher não é tudo na arte da conquista.
26. November. 2008 por O Observador
Arquivado em É bom ser homem
Muitos imaginam que “desejar uma mulher” é o ponto de partida para uma investida e uma conquista garantida.
Ledo engano. Não basta apenas “desejar”, o homem tem que conhecer as mulheres. Isso mesmo conhecer. Toda mulher tem necessidades, desejos, aspirações, medos, vontades, carências, aflições, manhas … Elas são bem humoradas, chorosas, tristes, ranzinzas, desconfiadas, extrovertidas, introvertidas, descoladas … São elegantes, largadas, perfumadas, trabalhadoras, desocupadas, atraentes, solitárias … Enfim, toda mulher é um ser complexo e especifico.
Na arte da conquista o homem deve ser antes de tudo “Observador”. Como a própria definição de “arte” nos ensina – habilidade ou disposição dirigida para a execução de uma finalidade prática, realizada de forma consciente, controlada e racional, ou, uma capacidade especial; uma aptidão, jeito ou dom; qualidade de experto; perícia, habilidade – o homem deve ter sensibilidade, tato.
É claro que não podemos generalizar, mas boa parte das mulheres quer na verdade, antes de tudo, atenção. Arrisco a dizer que isso ocorre em 75% dos casos. “_ Então você esta me dizendo que se eu der atenção para uma mulher, durante uma noite inteira, terei um final de noite espetacular de sexo?”. Não exatamente. Na realidade sexo é uma conseqüência, na maioria das vezes graças a uma boa conversa, atenção e sensibilidade … Tudo é parte da arte da conquista.
Não estou dizendo que não existem “mulheres fáceis”. O que eu estou dizendo é que na arte da conquista o homem deve ser mais racional do que emocional. Ganhar a confiança da mulher faz parte dessa arte. Como disse, uma mulher é diferente da outra e, portanto não existe um manual prático que mostre como conquistá-las. Isso depende do seu jeito, você é quem precisa conduzir a situação, cabe ao homem criar um “clima” e que seja agradável para os dois.
“_ Mas eu não quero um relacionamento!” Quem esta falando em relacionamento? Estou falando de uma arte. Quando se ganha a confiança da mulher, se ganha na verdade parte da “alma da mulher”, significa que jamais ela esquecerá daqueles momentos. Hoje em dia ganhar a confiança de mulher não é complicado, muito pelo contrário. Pequenos gestos como: elogiar a roupa que esta vestindo, abrir a porta do carro, fazer um carinho com as mãos, entre outros, são importantes para se ganhar pontos nesse sentido. E se a isso, você souber agregar “prazer na cama”, então você marcará a “alma da mulher”. Mas isso é papo para uma próxima conversa.
Tenha em mente: observar, ter jeito, dar atenção e ganhar a confiança, são aspectos relacionados à arte da conquista. E mulher deve ser conquistada.
Hora do café
25. November. 2008 por Pedro Nunes
Arquivado em Ficção Verdadeira, Malucas, Verdades
- Um café, por favor.
E corrigiu:
- Um expresso!
Escolheu uma das mesinhas vazias, sentou-se mal e mal na banqueta. Sentia-se incomodado sobre aquela torre balançante, a base fina simplesmente não lhe inspirava confiança. Mantinha o pé esquerdo no chão, por via das dúvidas.
Tirou da pasta que trazia a tiracolo um jornal muito dobrado e pôs-se a ler, cotovelo apoiado na mesa, queixo apoiado na mão, resmungando qualquer coisa de tempos em tempos. O café chegou. Ele agradeceu a moça que trouxe e voltou a atenção para o jornal. Sem tirar os olhos da folha, sacou do bolso da camisa um maço de cigarros, tirou um com a boca e, enquanto tateava as calças em busca do isqueiro, cruzou olhares com uma garçonete mais velha, que parecia ser responsável pelo lugar. Com o cigarro pendendo no canto da boca, fez cara de criança surpreendida no meio de qualquer arte. Perguntou, sem-jeito:
- Não pode, né?
Ela meneou a cabeça, ainda mais sem-jeito, talvez por ter que negar a um cliente um prazer que não incomodaria ninguém – o lugar estava praticamente vazio, havia apenas um casal numa mesa suficientemente afastada, que sequer parecia notar a presença do homem, e uma moça, também distante, que o observava com certa ansiedade.
- Não pode, moço, tem aquela lei que proíbe. Eu também fico doida por um cigarrinho entre um café e outro, mas fazer o quê? Se aparecer um fiscal aqui, é multa na hora.
Sorriram um para o outro com ar tristonho, como quem identifica um cúmplice que cumpre pena na cela ao lado. Ela voltou ao que quer que estivesse fazendo, ele deixou de procurar o isqueiro. O cigarro permaneceu na boca, como estava, apagado, meio caído, ameaçando jogar-se no café. Qual suicida que, diante da impossibilidade de cumprir seu destino, preferisse morrer.
A moça, aquela que o analisava ansiosamente à distância, veio até ele. Chegando por trás, disse com uma voz que destilava o venenoso desprezo da mulher traída:
- Olha só quem resolveu aparecer!
Ele a olhou com surpresa. O cigarro efetivamente caiu, errou o café por pouco. Nenhum dos dois se deu conta do fato.
- Nossa, você por aqui! Quanto tempo! – e imediatamente repreendeu-se, pensando “Será que não tinha nada pior para dizer?”. Um segundo depois, entretanto, pareceu lembrar-se de todo o relacionamento que tiveram – das discussões, em particular. Seu rosto tomou um certo ar de segurança e enfado. O dela permaneceu fuzilando-o.
- Ai, que lindo! Ele é irônico! Quanto tempo, como vai você?
Falou como quem encontra um grande amigo, perdido há eras. Ele achou por bem ignorar o tom sarcástico da voz dela, na tentativa de conduzir o papo para outra situação além da que se avizinhava, potencialmente catastrófica:
- Eu vou bem, obrigado. E você?
Não deu certo. Ela permaneceu séria, falando gravemente, salivando fel:
- É mesmo muita cara-de-pau da sua parte falar comigo como se não tivesse acontecido nada!
Olhou em volta, buscando ajuda. Não havia ninguém, teria que se defender sozinho. Ela continuou.
- Você não teve a decência de me ligar!
- E por que eu teria que te ligar?
- Não me surpreende que você não saiba.
Esse ataque ferino aos seus conhecimentos das normas de interação com membros do sexo oposto – cartilha que já deveria ter sido escrita há eras, embora seja pouco provável que alguém a seguisse, visto que as variáveis são elevadas à enésima potência – tornou-o subitamente ofendido, acabando com seu ar simpático e jogando-o numa posição de contra-ataque:
- Foi você que terminou comigo!
- Por isso mesmo!
Coçou a testa, reprimiu um palavrão que chegou a sair pela metade: …taqueopariu! Para ele, aquilo não tinha muita lógica. Considerava que o dispensado não deveria tornar a ligar, essa era uma obrigação do dispensante, quer por caridade, quer por vaidade (a fim de verificar o estrago causado por sua decisão). Ela, entretanto, seguia outro tipo de regra:
- E você não foi homem suficiente pra aceitar.
- Como assim, não aceitei? Aceitei perfeitamente bem. Você disse “fim”, eu pensei “certo, então é o fim”. Toquei a vida.
- Você entrou em ne-ga-ção! – falou sílaba por sílaba em tom de voz elevado, como se ele fosse surdo. Ou idiota. Ou um idiota surdo. Ele finalmente largou o jornal sobre o mármore frio da mesinha, aborrecido. O café esfriava. O cigarro da boca fora para a mesa, daí rolara para o colo dele, donde fora para o chão, pela perna esquerda estendida.
- Não foi ne-ga-ção, foi a-cei-ta-ção.
- E meus e-mails? Você recebeu?
- Lógico que recebi.
Os olhos dela encheram-se de lágrimas. Disse com voz irritada e chorosa:
- E por que nunca respondeu?
- Você disse claramente em todos eles que não queria que eu respondesse!
- Mas você não entende nada? É incapaz de captar uma mensagem? Isso não era motivo para você ficar em silêncio!
Ele baixou a cabeça, correu as mãos pelos cabelos. Depois de seis meses de término, de paz, de distância e tranqüilidade, ali estavam os dois, em plena sessão de descarrego. Ele odiava sessões de descarrego, ela parecia adorar. Perguntou, como quem pede piedade:
- O que você quer de mim, afinal?
- Minhas cartas.
- Quer que eu devolva suas cartas?
- Não seja idiota! Quero saber se você recebeu!
- Ah! Também recebi.
- E leu?
- Li.
- Leu todas?
- Sim, li todas as suas cartas. Todas, todas.
- Do começ…
- Do começo ao fim!
- E não vai dizer nada sobre o que eu escrevi pra você, as coisas que eu disse, minhas razões pra desistir da gente? Não vai me deixar saber o que você achou?
- Parafraseando Roberto Carlos:
- O cantor?
- O cantor.
O olhar dela se acendeu com esperança. Ele, sempre tão insensível, estava na iminência de dizer algo realmente romântico, talvez até melodioso. Ele respirou fundo, soltou o ar lentamente, olhou-a nos olhos e, munido de toda sinceridade, soltou:
- Ri muito, bicho.
Ela ficou em silêncio por dez segundos. Dez segundos que duraram meia-hora. Uma hora. Quarenta dias e quarenta noites. Ficaram assim, olhos fixos um no outro. Ela, com toda a delicadeza de sua natureza feminina, esticou a mão, pegou a xícara de café e derramou no colo dele, que, temendo uma queimadura, assustou-se, quase caindo da banqueta (salvou-o a perna esquerda, firme no chão). À toa, porém: o líquido esfriara.
Entre os dentes, querendo chorar, querendo gritar, querendo arrancar os cabelos – dela e dele -, ela sussurrou:
- E não volte a me procurar!
Ele ficou ali, enquanto ela se afastava pisando com força. Finalmente deu-se conta da ausência do cigarro na boca. Pegou outro, sequer pensou em procurar o primeiro. Olhou de novo para a garçonete.
Ela se aproximou, sacou um isqueiro e acendeu o cigarro dele, usando-o em seguida para acender o seu. Soprou ruidosamente a fumaça do primeiro trago, olhou para a moça que sumia à distância, depois novamente para ele:
- Mulher é tudo louca, né?
Menos é Mais
24. November. 2008 por Salomão Valadão
Arquivado em Ficção Verdadeira, Verdades
É com muitos bons olhos que verifico este site masculino surgindo na internet. Não digo isso da boca para fora, e sim por acreditar que, embora pareça ser apenas mais um site do gênero, não será como tantos outros. O projeto me parece realmente voltado para o homem másculo, não o hétero de hoje em dia. É para o cara que não usa hidratantes após o banho, não faz peeling (o que quer que isso seja – nem sei se é assim que se escreve), não tem medo de barata, não gosta de “As Pontes de Madison” (shame on you, Clint!), não chora em público (aliás, homem não chora, ok?) e come mulher feia com desenvoltura.
A maioria das revistas e sites masculinos não são exatamente másculos. É isso que espero que este site seja: masculino, másculo e maiúsculo, pois não se encontra facilmente na rede um texto com o vigor das antigas. Quem sabe não se torne um oásis para nós, da minoria máscula.
Digo minoria máscula sabendo do que estou falando. Quem chama a comunidade gay de minoria, das três, uma: está enganado, está enganando ou não sabe fazer contas. Posso não ser um instituto de pesquisas, mas fazendo um cálculo aproximado, encontramos números surpreendentes. Acompanhe o meu raciocínio:
Por praticidade, vamos nos ater ao público homossexual masculino. Tomemos como universo a maior cidade do Brasil. Estima-se que em 2008, a parada gay de São Paulo levou três milhões de pessoas à avenida Paulista. 3.000.000! Ok, nem todos eram gays, nem todos eram homens, nem todos eram da cidade, nem todos eram adultos… – então vamos fazer estimativas baseadas em nosso chutômetro modelo SV-2008, abastecido com dados e impressões de pessoas que estiveram no evento.
Boa parte das pessoas presentes não era de São Paulo. O chutômetro mostra que eram aproximadamente 20% (acho o número um pouco elevado, afinal não acredito que havia um forasteiro em cada 5 pessoas. Enfim…). Seriam então 600.000 pessoas de fora.
Isso faz com que permaneçam 2.400.000 paulistanos na avenida. Alguns eram menores de 16 anos. Não que eu ache que a pessoa só se descobre gay após a esta idade, mas, para fazermos a conta final onde apenas consideraremos o universo dos paulistanos do sexo masculino maiores de 16 anos, devemos subtrair os que estão abaixo desta faixa etária. O SV-2008 calcula que havia cerca de 10% de menores de 16 anos por ali – 240.000 moleques de São Paulo. Sobram então 2.160.000.
Parte considerável destes não era realmente gay – e eu não consigo compreender o que estavam fazendo ali! Ok, mas quantos? Mais uma vez, o SV-2008 nos mostra a porcentagem de 10%. Sobram então 1.944.000.
Apesar de existirem praticamente o mesmo número de pessoas de cada sexo no mundo, quem esteve na parada garante que haviam muito mais gays do sexo masculino do que do feminino. Entre as pessoas gays, paulistanas, maiores de 16 anos que estavam presentes no evento, nosso chutômetro calcula que cerca de 35% eram mulheres.
Pronto. Chegamos ao primeiro número que nos interessa: 1.263.600 pessoas do sexo masculino, paulistanos, gays e maiores de 16 anos estavam na parada gay da cidade de São Paulo em 2008.
Agora precisamos considerar que nem todos os paulistanos gays foram à parada. Existe um universo grande deles que ainda não quis ou não pôde sair do armário – e este número é muito maior do que podemos imaginar! Neste ponto eu e o chutômetro SV-2008 chegamos a um acôrdo: apenas metade dos gays de São Paulo estavam no evento. Mas, como sei que é um dado chocante e a população não está preparada para aceitar este fato, vamos considerar que apenas 40% dos gays de São Paulo não foram á parada neste ano, ou seja, 842.400. Isto nos faz chegar ao segundo número que nos interessa: a quantidade de gays do sexo masculino e maiores de 16 anos que moram na cidade de São Paulo é de 2.106.000 indivíduos (calculando por baixo, segundo o SV-2008 e minhas estimativas).
E qual é o total de homens maiores de 16 anos que vivem na cidade de São Paulo? Segundo o site do TRE, existiam 8.198.282 de paulistanos aptos a votarem em São Paulo nas eleições de 2008. Metade destes são mulheres, o que nos faz chegar ao terceiro número que nos interessa: 4.099.141. Agora é só fazer a divisão:
2.106.000 / 4.099.141 = 0,51
Ou seja, pelos nossos cálculos, mais de 50% dos homens paulistanos maiores de 16 anos são gays. A cada 2 homens, um é gay! 51%. Este é um momento histórico – fomos ultrapassados!
É preciso reconhecer que a comunidade gay tem importância fundamental na sociedade atual, ocupando espaço em todas as áreas: profissional, cultural, religiosa, social, etc. O que não se esperava é que já fossem maioria entre os homens. É por isso que reivindico aqui o direito de chamar a minha turma de minoria máscula ou minoria hetero. E, ao mesmo tempo que parabenizo a comunidade gay pelos espaços conquistados, me solidarizo com as mulheres heterossexuais pela situação desfavorável que estão vivenciando e me coloco à disposição para ajudá-las a atravessar este momento difícil, oferecendo-lhes o meu email para eventuais auxílios que eu possa prestar: salomaovaladao@homem.org
Salomão Valadão.
A sinceridade
21. November. 2008 por Jaime Alves
Arquivado em Verdades
Mulher, por default, fala muita bobabem. Mas existe uma que me espanta profundamente pela falta de bom senso. Quando perguntadas sobre o que elas desejam em um homem, automaticamente vem: “Ah, eu quero um homem que seja sincero…”.
Supondo que essa declaração sem pé nem cabeça, mas repetida milhares de vezes formasse uma massa crítica e repentinamente todos os homens tornassem-se tão sinceros quanto se deseja, eis aqui uma coletânea de frases que elas ouviriam:
“O que eu quero de você? Te comer. Bastante. Com força.”
“Sim, você está gorda.”
“Sim, ela é muito mais bonita que você. E mais gostosa também.”
“Não, eu não te amo.”
“Sua comida me faz ter saudade do tempo que eu comia só miojo”
“Vamos ao salão de cabelereiro onde você fez essa merda que eu quero o meu dinheiro de volta”
“Olha, a uns 25 quilos atrás essa saia estaria boa em você.”
“Sapato ortopédico está na moda?”
“Porra, unhas vermelhas com estrelinhas brancas? Arranjou emprego num puteiro?”
“Onde eu estava? Eu estava comendo a sua prima, que, aliás, to comendo desde o dia do enterro da sua tia!”
“Não te liguei porque não tinha nada pra falar com você.”
“Caralho, você precisa passar 3 vezes por TODAS as seções de roupa dessa loja?”
“Não me lembro de ter dito ‘Estou precisando de um palpite’”.
Então, moçoilas, muito cuidado com os seus desejos, pois a sinceridade fará muito mal a vocês.
Cérebro Masculino e Feminino
21. November. 2008 por Jaime Alves
Arquivado em Explicando melhor
Em um seminário sobre casamento e relacionamentos, Mark Gungor fala sobre as diferenças entre o cérebro masculino e feminino. IMPERDÍVEL!
fonte: My Name Is

